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Um estudo abrangente publicado nesta semana aponta quais países possuem a maior proporção de adultos vivendo com obesidade em relação à sua população total. A pesquisa, que analisou dados de dezenas de nações, revela um quadro de saúde pública global preocupante, com algumas populações apresentando índices que superam a marca de 50%.

O levantamento, conduzido por uma rede internacional de pesquisadores em saúde, utilizou critérios padêmicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar a obesidade, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30. Os resultados destacam disparidades significativas entre diferentes regiões do planeta.

Ranking global e o cenário brasileiro

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De acordo com a pesquisa, os países insulares do Pacífico lideram o ranking, com proporções extremamente elevadas. Nações como Nauru e Ilhas Cook aparecem no topo da lista, onde a condição afeta a maioria expressiva da população adulta. O fenômeno é atribuído a uma combinação de mudanças alimentares, fatores genéticos e disponibilidade limitada de alimentos frescos.

O Brasil também figura entre os países com índices preocupantes, refletindo uma tendência crescente observada nas últimas décadas. Especialistas em saúde pública nacional vinculam o aumento aos processos de urbanização, à maior oferta de alimentos ultraprocessados e à redução da prática de atividades físicas no cotidiano.

Impactos na saúde e custos para os sistemas

A obesidade é um fator de risco estabelecido para uma série de doenças não transmissíveis. "A condição está diretamente associada ao aumento da incidência de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer", explica um dos epidemiologistas envolvidos no estudo.

O impacto econômico é igualmente significativo. Os sistemas de saúde dos países com altas prevalências arcam com custos crescentes para tratar as comorbidades relacionadas à obesidade, pressionando orçamentos públicos e privados. A pesquisa estima que esses custos diretos e indiretos podem consumir uma parcela substancial dos gastos totais em saúde.

Respostas de políticas públicas e desafios

Diante dos dados, a OMS tem defendido a implementação de políticas multifacetadas. Entre as medidas recomendadas estão a regulação da publicidade de alimentos não saudáveis para crianças, a tributação de bebidas açucaradas, o incentivo à rotulagem nutricional frontal clara e a criação de ambientes urbanos que favoreçam a mobilidade ativa.

Alguns países citados no relatório já iniciaram programas nacionais de combate à obesidade, com foco em educação alimentar e promoção de hábitos saudáveis desde a infância. No entanto, os pesquisadores alertam que reverter a tendência global exigirá esforços coordenados de longo prazo entre governos, indústria e sociedade civil.