PIX nos ônibus do Rio: teste começa hoje e pode acabar com o dinheiro vivo
Pagamento por QR Code chega à linha 634; entenda como funciona e o que muda para o passageiro
Você já imaginou entrar no ônibus, abrir o aplicativo do banco, ler um QR Code e pronto: catraca liberada? Pois esse futuro começou a ser testado hoje (26) no Rio de Janeiro. E a mudança promete ser mais radical do que parece.
A Prefeitura do Rio deu o pontapé inicial no pagamento por PIX nos ônibus da cidade. O teste, que começa pela linha 634 (Bananal—Saens Peña), é apenas o primeiro passo de uma transformação que vai enterrar de vez o dinheiro vivo nos transportes públicos cariocas.
Como pagar a passagem com PIX?
Na prática, é mais simples do que você imagina. Ao entrar no ônibus, você vai encontrar um validador do Jaé (a plataforma de bilhetagem digital da cidade). Basta clicar na opção “pagar com PIX” na tela. Um QR Code aparecerá por 30 segundos.
Use o aplicativo do seu banco para ler o código. Se o tempo não for suficiente? Sem drama: é só gerar um novo QR Code na tela do validador. A catraca será liberada na hora, e você será debitado em R$ 5 — o valor integral da passagem.
Mas atenção: quem optar pelo PIX não terá direito à integração do Bilhete Único Carioca (BUC). Cada viagem será cobrada individualmente. Se você depende da baldeação gratuita, o melhor caminho ainda é usar o cartão Jaé preto ou o aplicativo.
O dinheiro vivo está com os dias contados
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) foi direto: a meta é que 100% dos usuários estejam usando o Jaé até a próxima segunda-feira. E os números mostram que a população já está embarcando nessa onda. O número de cadastros no sistema saltou quase 300% após o anúncio do fim do pagamento em dinheiro.
Antes da notícia, menos de 2,5 mil pessoas se cadastravam por dia. Agora, a procura disparou. E não é só nos cadastros: o uso de dinheiro vivo caiu de 9% para 5% dos passageiros. O cartão verde, que ainda permite pagamento em espécie, também está perdendo força: o saldo disponível nesses bilhetes caiu de R$ 328 mil para R$ 266 mil em poucas semanas.
Para Jorge Arraes, secretário municipal de Transportes, os benefícios já são visíveis. Desde o dia 17, quando a linha 634 começou a testar o fim do dinheiro, as viagens ficaram mais rápidas. “O motorista está dedicado 100% à segurança do passageiro”, afirmou.
Cartão de crédito e débito também entram na jogada
O PIX não é a única novidade. A partir de 15 de junho, os ônibus do Rio vão começar a aceitar pagamento por aproximação (NFC) com cartões de crédito e débito. Até o fim do mês, toda a frota deve estar equipada.
Assim como no PIX, quem pagar por NFC não terá direito à integração do BUC. A vantagem é a praticidade: basta aproximar o cartão do validador e pronto.
O que fazer se você ainda usa dinheiro?
Se você ainda depende do dinheiro vivo, não se desespere. A prefeitura está ampliando os pontos de venda de cartões Jaé. Além dos 1.090 já existentes (em estações de BRT e VLT), a partir de hoje 750 bancas de jornal em toda a cidade vão vender cartões pré-recarregados com uma passagem, ao custo de R$ 10 (R$ 5 do bilhete + R$ 5 da tarifa).
E se você quiser o dinheiro de volta? Basta devolver o cartão em uma das 12 lojas do Jaé, que tiveram o horário estendido para dar conta da alta demanda.
O futuro é digital, mas a adaptação ainda causa dor
A mudança é radical, mas necessária. O fim do dinheiro vivo promete mais segurança, mais rapidez e menos custos para o sistema. Mas, para quem não tem acesso a bancos ou smartphones, a transição pode ser um desafio.
A prefeitura aposta que, com a ampliação dos pontos de venda e a facilidade do PIX, a adesão será massiva. E, se os números de cadastro já mostram uma corrida dos cariocas para o Jaé, a tendência é que, em breve, o dinheiro vivo nos ônibus do Rio seja apenas uma lembrança.
E você, já está pronto para pagar a passagem com PIX?
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