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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo suspeito de execuções por comércio ilegal de cigarros no Rio

Polícia Civil cumpre mandados contra grupo suspeito de execuções por comércio ilegal de cigarros no Rio

Operação mira quatro investigados, incluindo contraventor apontado como mandante de homicídio ocorrido em 2022.

Redação
Redação
5 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação para cumprir quatro mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento em assassinatos ligados à disputa pelo controle do comércio ilegal de cigarros na capital fluminense. A ação é conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Entre os alvos está o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado pelas investigações como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022. A vítima foi atacada por homens encapuzados e fortemente armados em um posto de combustíveis na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

Investigações apontam motivação e elenca suspeitos

De acordo com o inquérito policial, o crime estaria diretamente relacionado às disputas pelo lucrativo mercado clandestino de cigarros. Além de Adilsinho, são alvos da operação José Ricardo Gomes Simões, Daniel Figueiredo Maia e Alex de Oliveira Matos.

Segundo a polícia, José Ricardo teria atuado na intermediação e no planejamento do homicídio. Daniel Figueiredo Maia é suspeito de colaborar com o levantamento de informações sobre a rotina da vítima. Já Alex de Oliveira Matos é apontado como um dos participantes diretos da emboscada.

Andamento das prisões e possível ligação com segundo crime

No momento do cumprimento dos mandados, José Ricardo já se encontrava preso no sistema penitenciário. Daniel Figueiredo Maia se apresentou espontaneamente às autoridades e foi encaminhado para uma unidade prisional militar. As equipes policiais seguem em diligências para localizar Alex de Oliveira Matos, considerado foragido.

As investigações também indicam que o caso pode estar ligado a um segundo assassinato, ocorrido dois dias depois. Fábio de Alamar Leite, sócio de Fabrício em uma empresa de transporte de gelo, foi morto ao deixar o Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, após sepultar o parceiro. A polícia apura se ambas as vítimas mantinham relação com o comércio ilegal de cigarros.

Contexto jurídico e próximos passos

No dia 29 de janeiro, a 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus Adilsinho e os demais investigados pelo homicídio de Fabrício. A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Adilsinho durante o andamento do inquérito, que também o envolve em outros processos sobre crimes ligados ao comércio ilegal de cigarros e à contravenção.

As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes do esquema criminoso e esclarecer a atuação do grupo na cadeia do comércio ilegal no estado. A defesa de Adilsinho não se manifestou quando contatada, e as defesas dos outros investigados não foram localizadas.

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