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O YouTube, plataforma de vídeo da Alphabet (controladora do Google), alcançou 325 milhões de usuários pagantes em seus serviços de assinatura no quarto trimestre de 2024. O número representa um aumento de 25 milhões em relação aos 300 milhões registrados três meses antes. A receita total anual da plataforma, incluindo anúncios e assinaturas, atingiu a marca de US$ 60 bilhões no ano fiscal, um crescimento de 17% em relação ao período anterior.

A receita com publicidade do YouTube cresceu 9% no último trimestre, chegando a US$ 11,38 bilhões. No entanto, o valor ficou abaixo da média de estimativas de analistas, que era de US$ 11,84 bilhões. A empresa informou que a camada premium do YouTube, que custa US$ 8 por mês e remove anúncios, tem tido forte tração, mas não divulgou números específicos sobre esse crescimento.

Expansão de planos e foco em formatos emergentes

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O CEO da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou que a empresa planeja expandir sua oferta de assinaturas, especialmente para capitalizar a base crescente de usuários do YouTube TV. "Em breve lançaremos novos planos do YouTube TV, trazendo mais escolha e flexibilidade aos assinantes, com mais de 10 pacotes específicos por gênero", disse Pichai.

Os YouTube Shorts, formato de vídeos curtos, registraram 200 bilhões de visualizações diárias médias no trimestre, mantendo o patamar do ano anterior. A empresa destacou que, em alguns países, os anúncios em vídeos de formato curto geram mais receita do que os anúncios *in-stream* (reproduzidos durante vídeos tradicionais) com base no tempo de exibição por hora.

Podcasts e ferramentas de IA ganham destaque

Pichai também ressaltou os podcasts como um formato em crescimento, com os espectadores assistindo a 700 milhões de horas de podcasts em suas TVs apenas no mês de outubro. Em relação à inteligência artificial, o YouTube informou que mais de 1 milhão de canais estão usando suas ferramentas de criação com IA. A ferramenta de descoberta de conteúdo impulsionada pelo Gemini, modelo de IA da empresa, foi usada por 20 milhões de consumidores em dezembro.

A empresa não detalhou planos futuros específicos além da expansão do YouTube TV, mantendo o foco no crescimento orgânico dos formatos existentes e na monetização através de assinaturas e publicidade.