Uma estudante internacional que passou um ano na Irlanda compartilhou sua avaliação detalhada sobre os principais destinos turísticos do país. Baseando-se em viagens feitas exclusivamente de trem e ônibus, ela identificou quatro locais que valem a visita e dois que não corresponderam às expectativas, oferecendo um guia prático para viajantes com orçamento limitado.
A viajante, que se mudou para a Irlanda em 2022, tinha como objetivos iniciais visitar a biblioteca do Trinity College e os famosos Penhascos de Moher, locação usada nos filmes de "Harry Potter". No entanto, sua experiência revelou surpresas além dos roteiros tradicionais.
Destinos que valem a pena: da vila pesqueira à capital gastronômica
Howth, uma vila pesqueira a apenas meia hora de trem do centro de Dublin (passagem de 6 euros), se destacou pela Howth Cliff Walk. O percurso Cliff Path Loop, de duas horas, oferece vistas impressionantes do Mar da Irlanda, enquanto a Bog of Frogs Loop atrai quem busca um caminho mais desafiador. A região também é elogiada por suas casas de fish and chips.
O vale de Glendalough, a uma hora de ônibus de Dublin (passagem de ida e volta por cerca de 23 euros), encanta com seus dois lagos glaciais e as ruínas de um assentamento monástico do século VI. A trilha Spinc, embora exigente, recompensa os visitantes com uma vista panorâmica deslumbrante do vale.
Já Kinsale, próximo a Cork, é aclamada como a capital gastronômica da Irlanda, especialmente para amantes de frutos do mar. A cidade colorida também possui uma cena artística vibrante, com várias galerias. Um passeio até o Old Head of Kinsale oferece vistas espetaculares dos penhascos ao longo da Wild Atlantic Way.
Dalkey, no sul de Dublin, é uma cidade litorânea acessível por trem (passagem de ida e volta a partir de 5 euros) e associada a escritores irlandeses como James Joyce. O destaque fica para o Vico Road, que margeia a costa até a praia de Killiney, com a área de Vico Baths sendo um ponto popular para natação no verão.
Atrações que podem decepcionar
Apesar da beleza dos jardins, a experiência no Castelo de Blarney, em Cork, pode ser considerada mediana. Grande parte da visita envolve filas para beijar a Pedra de Blarney, com uma espera de cerca de meia hora que, mesmo com o desconto para estudante (18 euros), não pareceu valer a pena para a viajante.
Os Penhascos de Moher, embora impressionantes, apresentaram desafios logísticos e de lotação. Mesmo visitando em abril para evitar multidões, os mirantes estavam cheios. O trajeto sem carro consumiu 4 horas e meia em cada sentido e custou aproximadamente 36 euros em transporte, tornando a experiência menos atrativa quando comparada a outras caminhadas por penhascos no país.
Contexto e dicas práticas
A análise oferece um retrato realista do turismo na Irlanda, destacando a importância do planejamento de transporte e orçamento. A estudante, que não tinha carro, dependeu integralmente da rede de trens e ônibus, demonstrando a viabilidade de explorar o país com meios públicos, apesar de alguns destinos famosos exigirem mais tempo e dinheiro.
As recomendações finais sugerem que viajantes busquem um equilíbrio entre os pontos turísticos icônicos e destinos menos conhecidos, que podem oferecer experiências mais autênticas e com melhor custo-benefício, especialmente para quem visita com recursos limitados.