A partir de fevereiro, turistas não-residentes em Roma passam a ser cobrados para jogar moedas e fazer pedidos na Fontana di Trevi. A taxa, de €2 (cerca de R$ 12,43), é uma iniciativa da prefeitura para controlar o fluxo de visitantes no icônico cartão-postal da capital italiana.
A cobrança é obrigatória das 11h às 22h às segundas e sextas-feiras, e das 9h às 22h nos outros dias da semana. Após as 22h, o acesso volta a ser gratuito para todos. A medida já está em vigor, mas muitos turistas ainda não aderiram à nova regra.
Resistência e adaptação à nova regra
Um grupo de turistas espanhóis, recusando-se a pagar, ficou do lado de fora das barreiras e atirou moedas na tentativa de acertar a fonte de longe. Um funcionário da prefeitura informou que patrulhas serão implementadas futuramente para evitar ferimentos causados por arremessos acidentais.
A Fontana di Trevi, imortalizada no filme "La Dolce Vita" de Federico Fellini, tornou-se um ponto crÃtico do problema do turismo excessivo em Roma, especialmente durante o verão. A pequena praça costuma ficar lotada, com visitantes segurando sorvetes ou reabastecendo garrafas de água na fonte.
Testes anteriores e impacto no fluxo
Em 2024, a cidade testou um sistema de barreiras para limitar o acesso à borda da fonte, avaliando a viabilidade do controle de multidões. O resultado foi uma queda acentuada no número de pessoas dispostas a enfrentar a fila para ver de perto a obra-prima barroca do século XVIII.
A fonte marca o ponto final do Acqua Vergine, um antigo aqueduto romano. De acordo com uma lenda local, jogar uma moeda na água garante o retorno à Cidade Eterna; duas moedas prometem um romance com um italiano; e três, casamento.
Contexto e próximos passos
A medida de cobrança é a mais recente em uma série de tentativas de Roma para gerenciar o impacto do turismo de massa em seus monumentos históricos. A prefeitura monitorará os resultados da taxação para ajustar a estratégia, se necessário, visando equilibrar a preservação do patrimônio com a experiência dos visitantes.
O acesso à área interna da fonte continua sendo controlado por catracas, e a receita arrecadada será destinada à manutenção do monumento e à gestão do fluxo turÃstico na região.