A Slash Financial, empresa que oferece contas bancárias corporativas, cartões de crédito empresariais, transferências e serviços com criptomoedas, levantou uma rodada de investimento Série C de US$ 100 milhões, alcançando uma avaliação de mercado de US$ 1,4 bilhão. O anúncio foi feito pela própria startup nesta segunda-feira (6).
O aporte foi liderado pelas gestoras de capital de risco Ribbit Capital, Khosla Ventures e Goodwater Capital, todas com foco em fintechs. Investidores anteriores, como a NEA e a aceleradora Y Combinator, também participaram da rodada.
Fundadores começaram aos 19 anos e pivotaram após crise
A Slash foi fundada há cerca de cinco anos pelo CEO Victor Cardenas e pelo CTO Kevin Bai, ambos com 19 anos na época e hoje com 24, de acordo com informações do Bloomberg. Eles abandonaram a faculdade para construir uma empresa de tecnologia financeira inicialmente voltada para revendedores de tênis.
O plano de negócios inicial sofreu um revés quando seu principal cliente, a marca Yeezy, enfrentou uma crise após seu fundador, Kanye West, fazer comentários antissemitas. Diante do problema, os fundadores decidiram pivotar o foco da empresa para atender alguns setores verticais específicos.
Crescimento generalista e concorrência acirrada
Atualmente, a startup adotou um modelo generalista, não mirando mais uma única indústria, como explicou Victor Cardenas em um post no blog sobre a captação. Ele afirmou que a empresa está gerando uma receita anualizada de US$ 300 milhões de forma lucrativa e conta com 5 mil empresas como clientes.
Apesar dos números expressivos de crescimento, a Slash enfrenta uma concorrência robusta no setor. Seus rivais diretos incluem a Ramp, avaliada em US$ 32 bilhões, e a Brex, que foi recentemente adquirida pelo banco Capital One.
Próximos passos e contexto do setor
Com o novo capital, a Slash Financial deve intensificar sua expansão e o desenvolvimento de produtos, buscando consolidar sua posição no competitivo mercado de soluções financeiras para empresas. O setor de fintechs corporativas tem atraído grandes investimentos, mesmo em um cenário de ajuste nos mercados de risco, com players buscando se diferenciar por meio de tecnologia e eficiência operacional.
A rodada bem-sucedida de uma empresa fundada por jovens empreendedores reforça a dinâmica de inovação e disrupção característica do ecossistema de startups, onde ideias podem rapidamente se transformar em negócios bilionários, mesmo diante de mudanças de rumo e desafios inesperados.