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A startup Factory, que desenvolve agentes de inteligência artificial para equipes de engenharia de empresas, anunciou nesta quarta-feira (15) que levantou US$ 150 milhões em uma rodada de investimento que a valorizou em US$ 1,5 bilhão. A rodada foi liderada pela Khosla Ventures, com participação da Sequoia Capital, Insight Partners e Blackstone.

Com o aporte, a empresa se posiciona como mais um forte concorrente no lucrativo mercado de codificação assistida por IA, que segue como o caso de uso mais popular da tecnologia gerativa mais de três anos após seu surgimento. A Factory compete com empresas como a Anthropic, criadora do Claude Code, além da Cursor e da Cognition.

Diferencial técnico e clientes de peso

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Em entrevista ao Wall Street Journal, o fundador da Factory, Matan Grinberg, afirmou que o diferencial da empresa é sua capacidade de alternar entre diferentes modelos de base, como o Claude, da Anthropic, ou o da startup chinesa DeepSeek. No entanto, rivais como a Cursor também não dependem de um único modelo para gerar código.

Entre os clientes da startup estão equipes de engenharia do banco Morgan Stanley, da consultoria Ernst & Young e da empresa de cibersegurança Palo Alto Networks.

Origem acadêmica e fundação

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A Factory foi fundada em 2023 após Grinberg, então estudante de doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, enviar um e-mail "frio" ao sócio da Sequoia, Shaun Maguire. Os dois criaram uma conexão devido a interesses acadêmicos mútuos – o PhD de Maguire no Caltech é na mesma área da física que Grinberg estudava.

Maguire convenceu Grinberg a abandonar o doutorado e lançar a startup, com a Sequoia apoiando a empresa em seu estágio inicial (seed). Com o novo investimento, Keith Rabois, diretor administrativo da Khosla Ventures, passou a integrar o conselho da Factory.

Contexto do mercado

O anúncio ocorre em um momento de intensa movimentação e altos investimentos no setor de IA, especialmente para aplicações empresariais. Apesar de vários players já estarem estabelecidos, investidores acreditam que ainda há espaço para mais competidores no nicho específico de ferramentas de codificação para grandes corporações.

A rodada de US$ 150 milhões é uma das maiores do ano no segmento e reflete a confiança dos fundos de capital de risco no modelo de negócios e na tecnologia desenvolvida pela Factory.