O Supremo Líder do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, foi morto durante os maciços ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o país. A informação foi confirmada pelo ex-presidente americano Donald Trump em uma publicação na rede social Truth Social no sábado (31). Khamenei estava no poder há quase 40 anos.
Os mísseis atingiram vários alvos de alto valor em Teerã e arredores, incluindo o complexo de Khamenei próximo à capital e seus escritórios. A localização exata do líder durante os ataques era previamente desconhecida. A operação militar americana, batizada de "Epic Fury", envolveu uma mistura de ativos terrestres, aéreos e navais.
Declarações e contexto das tensões
Em sua publicação, Trump descreveu Khamenei como "uma das pessoas mais más da História" e afirmou que a morte do líder representa "a maior chance para o povo iraniano retomar seu país". Em um vídeo anunciando o início das "principais operações de combate" contra o Irã, o ex-presidente pediu aos cidadãos iranianos que "assumam seu governo".
As tensões entre os países centram-se no longo apoio do Irã ao terrorismo e em sua busca por armas nucleares. Nas últimas semanas, enquanto os EUA pressionavam o Irã por um novo acordo nuclear, as forças militares americanas vinham se fortalecendo no Oriente Médio.
Repercussão israelense e papel de Khamenei
Israel já havia emitido ameaças repetidas contra Khamenei. Em junho de 2025, após ataques conjuntos anteriores, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que Khamenei "não poderia continuar a existir", chamando-o de ditador. Outros funcionários israelenses, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, fizeram declarações semelhantes.
Khamenei assumiu como Líder Supremo em 1989, atuando como a autoridade máxima em todos os ramos do governo e das forças armadas iranianas. Ele também era o líder religioso do país e detinha o título de ayatollah, uma designação para clérigos de alto escalão no islamismo xiita, religião oficial do Estado iraniano.
Operação militar e retaliação
Tanto os EUA quanto Israel disseram que a operação visava eliminar ameaças iminentes a americanos e israelenses. A campanha "Epic Fury" utilizou mísseis Tomahawk, sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS) e drones.
Em retaliação, o Irã teria direcionado ataques a bases americanas em toda a região, com ativos dos EUA e forças parceiras, incluindo Catar e Emirados Árabes Unidos, envolvidos na defesa aérea.
Futuro incerto para o regime
A morte de Khamenei marca uma grande convulsão no regime iraniano, que é sustentado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e por uma vasta força de segurança interna. Ainda não está claro como sua morte afetará o destino do governo, que recentemente reprimiu com brutalidade protestos de iranianos contra a alta inflação.
O momento representa um ponto de virada crítico, com apelos externos por mudança de regime e um futuro incerto para a estrutura de poder no Irã.