Entrar
Venezuela anuncia libertação de presos políticos como "gesto de paz" para nação
Mundo

Venezuela anuncia libertação de presos políticos como "gesto de paz" para nação

Governo de Maduro solta ativistas e estrangeiros após ação militar dos EUA que capturou o presidente.

Redação
Redação

8 de janeiro de 2026 ·
Publicidade

O governo da Venezuela anunciou, nesta quinta-feira (8), a libertação de um grupo de presos políticos, incluindo venezuelanos e estrangeiros. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, definiu a medida como um "gesto de paz" unilateral do governo bolivariano. A ação ocorre dias após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, não divulgou o número total de pessoas soltas nem a nacionalidade de todos os estrangeiros envolvidos. No entanto, confirmou que os processos de soltura já estão em andamento. O anúncio foi feito em um contexto de tensão internacional após a invasão norte-americana no último sábado (3), que, segundo Caracas, deixou pelo menos 100 mortos.

Espanhóis estão entre os libertados

Publicidade

Entre os presos políticos libertados está a ativista venezuelano-espanhola Rocío San Miguel, detida desde 2023. Sua soltura foi confirmada por familiares aos jornais El País e The New York Times e pelo governo da Espanha. San Miguel foi acusada pelas autoridades venezuelanas de terrorismo e traição à pátria, por supostamente participar de um plano para assassinar Nicolás Maduro.

Segundo o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, a ativista já está em liberdade e se prepara para embarcar para a Espanha. A confirmação oficial espanhola é a primeira a detalhar a identidade de um dos beneficiados pela medida anunciada por Rodríguez.

Medida busca "fortalecer a união nacional"

Em seu discurso, Jorge Rodríguez afirmou que o gesto visa "consolidar a convivência" e "fortalecer a união nacional contra as agressões externas sofridas recentemente". Ele ressaltou que o governo não dialoga com "setores extremistas", apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição venezuelana.

O presidente da Assembleia também agradeceu publicamente ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e ao Catar, afirmando que "responderam prontamente ao apelo" de Delcy Rodríguez e "sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela".

Contexto de crise após captura de Maduro

A libertação ocorre em meio a uma grave crise política desencadeada pela ação militar dos EUA. Na quarta-feira (7), a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que a linha de ação para garantir a estabilidade do país passa pelo "resgate" de Maduro e Flores.

Ela destacou a necessidade de preservar a paz territorial e manter o governo democrático frente à "agressão estrangeira". Delcy Rodríguez também enfatizou que a unidade das "forças revolucionárias venezuelanas é indispensável para a continuidade do projeto bolivariano", iniciado pelo ex-presidente Hugo Chávez.

O governo não especificou os próximos passos diplomáticos ou se novas libertações estão planejadas. A medida é vista como uma tentativa de acalmar o cenário interno e projetar uma imagem de abertura no exterior, enquanto a situação de Maduro permanece o centro da crise.

Deixe seu Comentário
0 Comentários
🍪

Cookies

Nosso site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao usar nossos serviços, vocês concorda com a nossa Política de Cookies.