Acidente com caminhão mata 22 pessoas e deixa 65 feridos na Etiópia
Veículo que fazia transporte ilegal de pessoas capotou na praça central da cidade de Semera, segundo governo regional.
Um caminhão que transportava pessoas por rotas ilegais capotou na praça central da cidade de Semera, na região de Afar, nordeste da Etiópia. O acidente, ocorrido na última sexta-feira (17), resultou na morte de 22 pessoas e deixou ao menos 65 feridos, de acordo com o gabinete de comunicação do governo regional.
Segundo as autoridades, o veículo perdeu o controle ao passar pela área urbana de Semera. O governo regional informou que o caminhão seguia por "corredores ilegais" com destino a outros países, em uma prática de migração irregular.
Resposta emergencial e alerta às populações
O chefe do gabinete de comunicação de Afar, Mohammed Ali Beido, confirmou o número de mortos e alertou que o total de vítimas fatais pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos. Das 65 pessoas feridas, 30 estão em estado grave e 35 tiveram ferimentos leves.
Todas as vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Referência de Doubtee, onde receberam atendimento médico. O governo destacou a atuação conjunta de moradores locais, forças de segurança e profissionais de saúde no socorro imediato.
Combate às rotas ilegais
Em pronunciamento, o porta-voz Mohammed Aklewum fez um alerta direto à população jovem. Ele pediu que não acreditem em "falsas esperanças" prometidas por corretores ilegais, que colocam vidas em risco ao incentivar viagens por rotas perigosas.
O governo regional de Afar afirmou, em nota oficial, que continuará com "ações de aplicação da lei" para evitar novos casos semelhantes. A declaração também manifestou "profundo e amargo pesar" pelas mortes e prestou solidariedade às famílias.
Contexto da migração irregular
Acidentes fatais em rotas de migração irregular são recorrentes no Chifre da África. A região de Afar é um corredor conhecido para deslocamentos em direção à Península Arábica e ao Norte da África. A falta de segurança nos veículos superlotados e as condições precárias das estradas contribuem para a alta letalidade desses trajetos.
Organizações internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), já alertaram sobre os perigos dessas rotas, que são exploradas por redes de tráfico de pessoas.
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