Uma ex-funcionária do FBI com acesso a informações secretas foi presa na terça-feira (07) na Carolina do Norte, Estados Unidos, acusada de vazar dados militares confidenciais para um jornalista. O material foi publicado em um livro e uma reportagem, revelando detalhes sobre operações sigilosas de uma unidade especial do Exército.
Courtney Williams, de 40 anos, foi formalmente acusada por um grande júri federal na quarta-feira (08) por violar a Lei de Espionagem dos EUA. A investigação aponta que ela manteve contato com o repórter entre 2022 e 2025, trocando cerca de 180 mensagens e mantendo mais de 10 horas de ligações.
Consciência do crime e detalhes do vazamento
Segundo documentos do processo, o jornalista deixou claro que buscava informações para um livro e um artigo. Mesmo assim, Williams continuou compartilhando dados classificados, que foram publicados com citações atribuídas diretamente a ela. As mensagens indicam que ela estava ciente dos riscos.
No dia da publicação, ela escreveu que estava “preocupada com a quantidade de informações confidenciais” que estavam vindo a público. Em outra conversa, afirmou a um terceiro que poderia enfrentar prisão perpétua.
Williams chegou a citar trechos da própria Lei de Espionagem em mensagens privadas. Questionada sobre como conhecia os riscos, respondeu que esse tipo de alerta fazia parte da rotina profissional desde o início de sua carreira.
Trajetória e acesso a informações sigilosas
Courtney Williams trabalhou entre 2010 e 2016 em uma unidade militar especial, onde possuía autorização de segurança de nível Top Secret. Durante esse período, recebeu treinamento específico sobre o manuseio de dados classificados e assinou um termo de confidencialidade que prevê punições criminais por divulgação indevida.
A acusação alega que, mesmo após deixar o cargo, ela continuou compartilhando informações relacionadas à unidade. Parte desse conteúdo também teria sido divulgada em suas redes sociais, fora de qualquer canal oficial.
Andamento do caso e próximos passos
O caso é investigado pelo escritório do FBI em Charlotte e conduzido pela Justiça Federal da Carolina do Norte. A acusação ainda será analisada em tribunal. De acordo com a legislação dos Estados Unidos, Williams é considerada inocente até que haja uma condenação definitiva.