O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) convocou uma greve de 48 horas para os professores da rede estadual. A paralisação ocorre nesta quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de abril.
A categoria marcou uma assembleia geral para a sexta-feira, a partir das 16h, no vão do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo é discutir os rumos do movimento e as principais pautas de reivindicação.
Principais reivindicações da categoria
Entre as demandas centrais estão o reajuste do piso nacional do salário base e o aumento do número de professores concursados. Os educadores também pedem a abertura de turmas no período noturno para atender estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Outro ponto de forte oposição é o Projeto de Lei 1316/2025, enviado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que propõe uma reforma na carreira docente. O sindicato se manifesta contra a proposta.
Posicionamento da liderança sindical
A deputada estadual e primeira presidenta licenciada da Apeoesp, professora Bebel (PT), usou suas redes sociais para defender a mobilização. "Estamos em luta pelos nossos direitos e por uma educação pública de qualidade para todos os estudantes de São Paulo", afirmou.
Além das pautas salariais e de carreira, os professores defendem melhorias na educação inclusiva, com atenção especial e exclusiva para estudantes atípicos ou com deficiência.
Impacto nas escolas estaduais
A greve deve afetar o funcionamento das mais de 5 mil escolas da rede estadual paulista. O sindicato reforça que a mobilização também busca garantir que nenhum professor fique sem aulas e nenhum aluno fique sem professor, criticando a falta de reposição de docentes em diversas unidades.
A Secretaria Estadual da Educação ainda não se pronunciou oficialmente sobre as medidas para mitigar o impacto da paralisação nas atividades escolares.