Professores da rede estadual de SP entram em greve por dois dias nesta semana
Educação

Professores da rede estadual de SP entram em greve por dois dias nesta semana

Categoria reivindica reajuste salarial e se posiciona contra projeto de reforma da carreira enviado pelo governo Tarcísio.

Redação
Redação

9 de abril de 2026

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) convocou uma greve de 48 horas para os professores da rede estadual. A paralisação ocorre nesta quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de abril.

A categoria marcou uma assembleia geral para a sexta-feira, a partir das 16h, no vão do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo é discutir os rumos do movimento e as principais pautas de reivindicação.

Principais reivindicações da categoria

Entre as demandas centrais estão o reajuste do piso nacional do salário base e o aumento do número de professores concursados. Os educadores também pedem a abertura de turmas no período noturno para atender estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Outro ponto de forte oposição é o Projeto de Lei 1316/2025, enviado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que propõe uma reforma na carreira docente. O sindicato se manifesta contra a proposta.

Posicionamento da liderança sindical

A deputada estadual e primeira presidenta licenciada da Apeoesp, professora Bebel (PT), usou suas redes sociais para defender a mobilização. "Estamos em luta pelos nossos direitos e por uma educação pública de qualidade para todos os estudantes de São Paulo", afirmou.

Além das pautas salariais e de carreira, os professores defendem melhorias na educação inclusiva, com atenção especial e exclusiva para estudantes atípicos ou com deficiência.

Impacto nas escolas estaduais

A greve deve afetar o funcionamento das mais de 5 mil escolas da rede estadual paulista. O sindicato reforça que a mobilização também busca garantir que nenhum professor fique sem aulas e nenhum aluno fique sem professor, criticando a falta de reposição de docentes em diversas unidades.

A Secretaria Estadual da Educação ainda não se pronunciou oficialmente sobre as medidas para mitigar o impacto da paralisação nas atividades escolares.

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