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Você já imaginou viver em um país onde o governo praticamente paga pela creche dos seus filhos, mas onde a pressão por estudos é tão forte que até pensar em fazer esporte é visto como perda de tempo? Essa é a realidade de Derek Laan, 39 anos, um americano que construiu uma vida de sucesso na Coreia do Sul.

Em uma entrevista reveladora ao Business Insider, ele conta por que está repensando tudo — e por que a decisão de voltar para os EUA pode ser financeiramente inviável.

O sonho coreano que virou um pesadelo educacional

Derek se mudou para a Coreia em 2013 para trabalhar com negócios internacionais. Hoje, ele é gerente sênior de programas, aparece na TV a cada poucos meses, é ciclista patrocinado e dá palestras em universidades. “Isso não aconteceria nos EUA. Lá, eu seria apenas um cara qualquer”, diz.

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Mas a vida mudou de rumo quando seu filho mais velho completou 5 anos. “Pensei: ‘Ah, droga. Não vai ser tão bom viver aqui com eles. Vai ser difícil’”, revela. O motivo? O sistema educacional coreano, que exige foco total nos estudos, sufocando qualquer outro talento.

“Na Coreia, você só estuda. Ou faz esporte e para de estudar”

Derek, que foi ciclista profissional na juventude, vê com preocupação o futuro dos filhos no país. “A cultura coreana é de que você precisa focar tanto que até pensar que deveria pensar em outra coisa é errado.” A esposa dele, uma professora coreana, foi direta: “Pergunte a qualquer coreano: se tivesse dinheiro e visto, iria para os EUA pelos filhos? 99% diriam sim.”

O dilema é real. Na Coreia, a creche é gratuita e ele paga apenas US$ 10 por hora por uma babá do governo. Para manter o mesmo padrão de vida no Colorado, onde mora a família dele, Derek precisaria ganhar quatro vezes mais.

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O plano: esperar o primeiro filho entrar na escola

A estratégia do casal é clara: viver na Coreia até o filho mais velho entrar no primeiro ano do ensino fundamental. Depois, migrar para os EUA, onde a escola pública é gratuita e eles economizariam com a creche dos dois filhos. “Se eu voltar, posso trabalhar para a mesma empresa, encontrando clientes nos EUA que queiram ir para a Ásia. Ou para uma empresa coreana que queira entrar nos EUA”, planeja.

Mesmo com todos os benefícios, Derek não esconde a frustração. “A Coreia é incrível. É uma droga ter que voltar.” A decisão final ainda não foi tomada, mas uma coisa é certa: a escolha entre dinheiro e qualidade de vida nunca foi tão difícil.

E você, trocaria uma vida mais interessante e barata por um futuro educacional mais promissor para seus filhos? A resposta pode estar no dilema de milhares de expatriados ao redor do mundo.