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Arsenal iraniano de drones e mísseis é exposto após ataques no Curdistão iraquiano

Arsenal iraniano de drones e mísseis é exposto após ataques no Curdistão iraquiano

Forças de segurança curdas exibem destroços de armas avançadas usadas em ofensiva que matou 17 pessoas na região.

Redação
Redação

15 de abril de 2026 ·

Forças de segurança do Curdistão iraquiano exibiram, em apresentação exclusiva ao Business Insider, os destroços de drones e mísseis balísticos utilizados pelo Irã em ataques à região autônoma no norte do Iraque. Os artefatos, coletados após impactos que mataram 17 pessoas desde o final de fevereiro, revelam a sofisticação e o alcance do arsenal iraniano.

Entre os equipamentos expostos no pátio da Asayish, a força de segurança curda, estão os drones de longo alcance Shahed, o novo drone a jato Hadid-110 e os mísseis balísticos Zolfaghar e Kheibar. "Com a ajuda da Rússia, China e Coreia do Norte, o Irã conseguiu, nas últimas décadas, construir um arsenal impressionante de armas de longo alcance eficazes e tecnologicamente sofisticadas", afirmou o coronel e analista militar austríaco Markus Reisner.

Galeria de armas de precisão e destruição

No centro da exibição estavam os drones Shahed, com alcance de até 1.200 milhas e formato delta reconhecível, amplamente utilizados pela Rússia na Ucrânia. Halmat, membro da equipe curda de análise de bombas, identificou três variantes do modelo. O destaque, porém, foi o Hadid-110, um drone a jato que pode atingir alvos a mais do que o dobro da velocidade da maioria dos Shaheds, tornando-o mais difícil de ser interceptado por defesas aéreas.

Na parte de trás do pátio, estava o volumoso míssil balístico Kheibar, com 10 metros de comprimento. "Eles também o usaram para atingir áreas civis aqui na região", disse Pishtiwan, da equipe de engenharia da Asayish, apontando para as marcas no artefato usado em um ataque em 19 de março na área de Mala Omer, nos arredores de Erbil.

Ataques saturantes e defesas desafiadas

A capacidade do Irã de realizar 60 a 90 ataques de drones por dia, combinados com lançamentos de mísseis, prolongou o conflito e aumentou a pressão nos mercados globais de energia. "Os drones estão sendo implantados em uma combinação saturante com mísseis de cruzeiro e foguetes. Quando esses sistemas de armas são combinados com reconhecimento por satélite direcionado da Rússia e da China, eles também desenvolvem um grau preocupante de precisão", analisou Reisner.

Halmat afirmou que apenas a região de Erbil foi atingida por mais de 400 drones e mísseis balísticos iranianos. "E nós desarmamos e coletamos mais de 200 bombas", completou. Após cada explosão, uma unidade especializada é despachada para avaliar os danos e identificar a arma, um trabalho de alto risco devido à possibilidade de um segundo ataque minutos depois.

Lições para o Ocidente e defesas limitadas

Os ataques recentes trouxeram uma lição dolorosa para a região do Curdistão: nem os Estados Unidos, com o exército mais avançado do mundo, podem proteger totalmente suas bases e instalações diplomáticas em uma guerra moderna de drones. Tanto a instalação militar americana no aeroporto de Erbil quanto o novo consulado dos EUA, inaugurado no final de 2025 com um custo de quase US$ 800 milhões, foram alvos.

As forças curdas disseram depender quase inteiramente de defesas aéreas ocidentais. Um sistema Patriot combateu mísseis balísticos iranianos, enquanto canhões C-RAM e caças F-16 foram usados contra drones. De acordo com Reisner, as ondas de ataques iranianas também são um alerta final para a Europa, cuja periferia está dentro do alcance dos mísseis de Teerã.

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