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Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos, segundo governo local
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Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos, segundo governo local

Operação militar norte-americana para capturar Maduro também feriu seis soldados e atingiu civis em Caracas.

Redação
Redação

4 de janeiro de 2026 ·
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Uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (horário local) resultou em ao menos 40 mortos, conforme informações preliminares de um alto funcionário do governo venezuelano, que falou sob condição de anonimato. Entre as vítimas estão militares e civis. O ataque tinha como objetivo a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que nenhum soldado dos EUA morreu na operação, mas reconheceu que houve militares feridos. Autoridades americanas, também sob anonimato, confirmaram que ao menos seis soldados ficaram feridos durante a ação.

Helicópteros atingidos e retorno em segurança

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Em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou que helicópteros usados na tentativa de retirada de Maduro foram alvos de disparos. Uma das aeronaves foi atingida, mas conseguiu permanecer em condições de voo. "Todos os helicópteros envolvidos retornaram em segurança ao território norte-americano", afirmou o general.

Bombardeio atinge prédio residencial e mata idosa

Horas após o ataque, relatos de vítimas civis começaram a surgir. Em Catia La Mar, região costeira a oeste do aeroporto de Caracas, um bombardeio destruiu parte da fachada de um prédio residencial de três andares. A explosão matou Rosa González, de 80 anos, e deixou uma segunda pessoa gravemente ferida.

Wilman González, sobrinho da idosa, contou que se abaixou ao ouvir a explosão por volta das 2h da manhã, mas quase perdeu um olho, precisando levar três pontos no rosto. Em estado de choque, ele mostrou a jornalistas o local exato do impacto. Questionado sobre para onde iria após perder a casa, respondeu apenas: “Não sei”.

Clima de revolta e acusações

O impacto deixou apartamentos completamente expostos. Entre os escombros, um retrato de Simón Bolívar, herói da independência venezuelana, aparecia perfurado por estilhaços. Um vizinho de 70 anos, identificado apenas como Jorge, disse ter perdido tudo no ataque.

Um dos residentes, que se apresentou como Javier, afirmou que o ataque estaria ligado à "cobiça internacional", em referência ao interesse declarado do governo Trump em permitir que empresas americanas assumam campos de petróleo na Venezuela. "A vida de moradores comuns não foi levada em consideração", disse.

Socorro e investigação

Testemunhas relataram que quatro homens tentaram socorrer Rosa González logo após o bombardeio. Ela foi levada de motocicleta até um hospital, mas chegou ao local já sem vida. Outra mulher também foi encaminhada para atendimento médico e, segundo os moradores, sobreviveu, mas permanece em estado crítico.

Durante a tarde, investigadores do governo venezuelano estiveram no local do bombardeio em Catia La Mar, colhendo depoimentos e recolhendo estilhaços e projéteis para análise.

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