Auditor da CGU é flagrado agredindo ex-namorada e criança de 4 anos em DF
Servidor público de alto escalão teve acesso a prédios da Controladoria suspenso após divulgação de imagens de violência doméstica.
Um auditor federal da Controladoria-Geral da União (CGU), David Cosac Júnior, de 49 anos, foi flagrado agredindo a ex-namorada e o filho dela, uma criança de 4 anos, no hall de elevadores de um prédio residencial em Águas Claras, no Distrito Federal. O caso ocorreu no dia 7 de dezembro, mas as imagens das câmeras de segurança foram divulgadas apenas na última quarta-feira (24).
Nas gravações, é possível ver o servidor, a mulher e a criança aguardando o elevador antes que as agressões, com tapas e socos, se iniciem. Moradores que presenciaram a cena acionaram a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), mas o auditor não foi preso no local.
Ministério da CGU determina providências imediatas
Em nota oficial, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, afirmou ter recebido com "indignação" as informações e imagens da agressão. "Os fatos são gravíssimos e inaceitáveis", salientou.
Carvalho determinou o encaminhamento do caso à Corregedoria-Geral da União (CRG) e à Comissão de Ética da CGU para apuração. Além disso, houve a revogação imediata da designação de Cosac Júnior como substituto eventual da chefia imediata e a proibição de seu ingresso nos prédios da Controladoria enquanto durar o processo.
Trajetória do servidor e falta de resposta policial
David Cosac Júnior é auditor federal de Finanças e Controle da CGU desde 2016, com salário mensal de aproximadamente R$ 25 mil. Ele ingressou no órgão como analista em 2007 e possui formação em Ciência da Computação, conforme seu perfil no LinkedIn.
O Portal iG entrou em contato com a Polícia Civil do DF para obter informações sobre o andamento do caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A CGU afirmou que "vai acompanhar o caso e adotar todas as providências cabíveis dentro das próprias atribuições, com rigor, responsabilidade e respeito ao devido processo legal".
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