A Black Friday deixou de ser um evento isolado para se tornar o ponto de partida das compras de Natal no Brasil. Pesquisa da RZK Insights com 16 mil pessoas em grandes capitais mostra que 68% dos consumidores utilizam a data para antecipar presentes de fim de ano, transformando novembro no novo dezembro para o varejo.
Pela primeira vez na história da data no paÃs, o Pix à vista (24%) ultrapassou o cartão de crédito (16%) como principal meio de pagamento. O Pix parcelado também aparece como alternativa moderna ao crediário, sendo citado por 8,9% dos entrevistados.
Consumidor mais estratégico
O estudo revela um consumidor mais maduro e menos impulsivo em 2025. Descontos agressivos lideram como fator decisório (37%), mas conveniência aparece logo atrás, com preocupações sobre frete grátis, entrega rápida e marcas confiáveis.
O potencial de consumo estimado é de R$ 2,74 bilhões, com ticket médio de R$ 1.040, indicando que o consumidor não está retraÃdo, mas mais seletivo. "O brasileiro compra com planejamento, com o celular na mão e com olhar atento à logÃstica", analisa Juliana Franco, jornalista especializada em consumo.
Comportamento hÃbrido
A pesquisa confirma tendência de consumo fluido: 52% preferem comprar online, mas lojas fÃsicas, principalmente de bairro e comércios populares, somam mais de 40% das intenções. O DOOH (Digital Out-of-Home) ganha protagonismo como gatilho de decisão em tempo real.
Eletrodomésticos como smart TVs, geladeiras, fogões e máquinas de lavar seguem no topo das intenções de compra, representando trocas planejadas que encontram na Black Friday o momento ideal para caber no orçamento.
Virada cultural
A grande história da Black Friday 2025 não é o desconto ou volume de vendas, mas a mudança comportamental. O consumidor sinaliza que o poder de decisão saiu das promoções e voltou para suas mãos, exigindo das marcas adaptação a essa nova maturidade.