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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) após uma internação que durou uma semana. Ele estava no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal, quando realizou uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. A internação foi recomendada por uma perícia médica da Polícia Federal, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao deixar o hospital, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal na capital federal para continuar o cumprimento de sua pena. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e derrubada do Estado Democrático de Direito.

Série de procedimentos médicos

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Durante a internação, além da cirurgia inicial, Bolsonaro passou por outros três procedimentos para tratar crises de soluço persistentes. No sábado (27), foi realizada uma operação específica para curar as crises. Na segunda-feira (29), os médicos fizeram um bloqueio do nervo frênico do lado direito, repetindo o procedimento com um reforço no dia seguinte (30).

Na quarta-feira (31), último dia do ano, o ex-presidente foi submetido a uma endoscopia digestiva. O exame constatou a persistência de esofagite e gastrite. Ele também realizou medidas preventivas contra trombose, conforme informou o boletim médico do DF Star.

Contexto da prisão e pedido da defesa

Bolsonaro cumpria sua pena inicialmente em regime domiciliar. No entanto, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva após uma tentativa de violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

A defesa do ex-presidente fez um pedido ao STF para que ele pudesse cumprir a pena novamente em prisão domiciliar. O pedido foi analisado e negado pelo ministro Alexandre de Moraes.