Casal é abordado por PM ao praticar sexo oral na praia do Arpoador no Rio
Ato ocorreu na areia lotada de banhistas e próximo a crianças, mas não resultou em prisão após orientação policial.
Um casal foi abordado pela Polícia Militar na noite de domingo (18) por praticar sexo oral na areia da Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O fato, registrado em vídeos que circularam nas redes sociais, ocorreu em meio a um grande número de banhistas que aproveitavam o forte calor do verão carioca.
De acordo com as imagens, a mulher estava sentada com as mãos apoiadas na areia, enquanto o homem, coberto por uma toalha verde, deitava com a cabeça entre suas pernas. Testemunhas relataram a presença de muitas crianças nas proximidades do casal, que continuou o ato sem demonstração de inibição.
Abordagem e orientação
Dois policiais militares do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) foram acionados e abordaram o casal. Em nota ao Portal iG, a Polícia Militar informou que os agentes "orientaram os envolvidos e não houve registro de conduções à delegacia". Os vídeos mostram o momento da chegada da polícia, mas não o desfecho completo da intervenção.
Em um dos registros, uma testemunha que filmava a cena comenta: “Parece brincadeira o que está acontecendo. A praia está lotada”. Em outro momento, ela diz: “Olha, olha! Olha esse momento. Olha o policial chegando”.
Enquadramento legal
A prática de relações sexuais em locais públicos é tipificada como crime de ato obsceno pelo Artigo 233 do Código Penal Brasileiro. A legislação prevê pena de detenção de um mês a um ano, ou multa, para quem ofender o pudor público, especialmente em ambientes frequentados por famílias.
O crime é caracterizado por condutas que violam a moral e os bons costumes em locais acessíveis ao público, configurando uma afronta à coletividade. A pena pode ser aumentada se o ato for praticado na presença de menores de 14 anos.
Contexto e próximos passos
O verão de 2026 tem registrado temperaturas elevadas no Rio de Janeiro, levando a um aumento na ocupação das praias até durante a noite. A abordagem educativa, sem prisão, segue protocolos comuns para situações similares de primeira ocorrência e quando não há resistência por parte dos envolvidos.
Casos de reiteração da conduta ou ocorrências em circunstâncias mais graves podem resultar em medidas mais severas, incluindo a condução coercitiva para registro de ocorrência e abertura de processo legal.
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