CCJ da Câmara define Paulo Azi como relator da PEC que altera escala 6x1

CCJ da Câmara define Paulo Azi como relator da PEC que altera escala 6x1

Indicação do parlamentar do União Brasil foi feita pelo presidente da comissão em articulação com a Mesa Diretora.

Redação
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24 de fevereiro de 2026

O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) foi oficialmente designado relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica a jornada de trabalho, conhecida como escala 6x1. A indicação foi feita nesta terça-feira (24) pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Leur Lomanto Júnior (União Brasil).

A decisão ocorreu em articulação com o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos). A PEC em análise busca alterar o texto constitucional para reduzir a jornada semanal e modificar a organização dos dias de descanso dos trabalhadores.

O caminho da proposta no Congresso

Antes de ser discutida em seu mérito, a proposta precisa receber um parecer favorável da CCJ, comissão responsável por analisar apenas a admissibilidade jurídica e constitucional da matéria. Caso aprovada nessa etapa, a PEC seguirá para uma comissão especial, onde o conteúdo poderá ser debatido e alterado pelos parlamentares.

Só após passar pela comissão especial o texto poderá ser votado em plenário. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa do voto favorável de 308 dos 513 deputados para ser aprovada em primeiro turno.

Contexto político e próximos passos

A discussão sobre o fim da escala 6x1 tem mobilizado centrais sindicais e parlamentares da base governista. Por outro lado, setores empresariais manifestam resistência, alertando para possíveis impactos nos custos operacionais e na produtividade.

O deputado Paulo Azi, que já presidiu a CCJ no ano passado, é considerado um nome de confiança do presidente Hugo Motta. Azi ainda não definiu um prazo para a apresentação do seu relatório na comissão, mas interlocutores afirmam que o parlamentar deve consultar as bancadas partidárias antes de concluir o documento.

A expectativa dentro da CCJ é de que o parecer seja votado e a proposta deixe o colegiado ainda no mês de março. A previsão é que a Câmara vote a PEC em maio.

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