CIVITAS Rio triplica capacidade de vigilância com nova sede e orçamento de R$ 180 milhões
Central municipal de inteligência amplia efetivo para 110 agentes e planeja operar com 6 mil câmeras próprias até 2026.
A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, nesta terça-feira (13), a nova sede da CIVITAS Rio (Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública). A cerimônia ocorreu no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), na região da Cidade Nova, e marca uma expansão significativa da capacidade operacional e tecnológica da central municipal.
Com a ampliação, a capacidade de vigilância da cidade foi triplicada. O efetivo de profissionais dedicados à análise de dados e imagens saltou de 38 para 110 agentes e especialistas. O orçamento anual da central teve um aumento expressivo, passando de R$ 16 milhões para R$ 180 milhões.
Estrutura ampliada e foco em tecnologia
A nova estrutura ocupa praticamente um andar inteiro do COR-Rio. Criada em junho de 2024, a CIVITAS iniciou as operações com cerca de 30 agentes. Agora, conta com 92 profissionais dedicados exclusivamente à operação, muitos deles guardas municipais readaptados. O prefeito Eduardo Paes destacou o papel do município. “O que fazemos aqui é auxiliar o governo do estado, que tem a responsabilidade direta pela segurança pública. Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável não utilizá-la para ajudar na apuração e investigação de crimes”, afirmou.
A central também abriga o Laboratório de Tecnologia e Dados, núcleo responsável pelo desenvolvimento de soluções próprias. O laboratório mais que dobrou de tamanho, passando de oito para 18 profissionais, entre físicos, matemáticos, cientistas de dados, analistas, desenvolvedores e programadores.
Monitoramento integrado e apoio às forças de segurança
O chefe-executivo da CIVITAS, Davi Carreiro, explicou o funcionamento integrado. “Não somos apenas uma central de vigilância. Produzimos tecnologia e cruzamos dados para oferecer apoio concreto às forças de segurança. A sala de situação funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou. A previsão é que, até o fim de 2026, a central opere com 6.000 supercâmeras próprias, ampliando a capacidade de leitura de cenas, identificação de padrões criminais e geração de alertas em tempo real.
Desde o início das operações, a CIVITAS Rio já apoiou mais de 3.500 casos, entre inquéritos, investigações e operações, sempre mediante solicitação oficial das polícias Civil e Militar e do sistema de Justiça. O trabalho envolve análise técnica de dados, reconstrução de trajetos e monitoramento em tempo real.
Cruzamento de dados e próximos passos
A central utiliza o Datalake Municipal, que reúne dados produzidos diariamente pela Prefeitura do Rio. As informações são cruzadas com registros da Central 1746, Disque Denúncia, Onde Tem Tiroteio e redes sociais abertas, permitindo análises mais precisas. A estrutura consolida a CIVITAS como uma das mais modernas centrais municipais de inteligência do país, focada no apoio tecnológico e de dados à segurança pública do estado.
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