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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma "guerra de chinelos" entre banhistas na praia de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na tarde de quinta-feira (1º). A cena curiosa gerou especulações nas redes sobre uma possível relação com a recente polêmica envolvendo um comercial da marca Havaianas, que reacendeu divisões políticas no país.

A reportagem do Portal iG conversou com moradores da região, que desmentiram a informação de que o episódio seria uma "tradição" local. Eles alegaram não ter conhecimento de que o evento teria sido previamente combinado.

Polêmica publicitária reacende tensões

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A suspeita inicial sobre o motivo do confronto recai sobre a campanha publicitária da Havaianas estrelada pela atriz Fernanda Torres, veiculada antes do Natal de 2025. No comercial, a atriz sugere que os brasileiros não comecem o ano "usando o pé direito", frase interpretada por grupos conservadores como um ataque político.

Além disso, observadores de direita notaram a grande quantidade de sandálias vermelhas ao fundo da cena, o que poderia sugerir uma menção à esquerda brasileira. A peça gerou reações polarizadas, resultando em promoções em algumas regiões e boicotes em outras.

Prefeitura não se manifesta

A reportagem também procurou a Prefeitura de Capão da Canoa para obter um posicionamento oficial sobre o ocorrido na praia, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Apesar da associação feita por internautas, não há confirmação de que o episódio na praia tenha ocorrido em função da confusão política gerada pelo comercial. O vídeo continua a circular amplamente, alimentando debates online sobre o clima de polarização no país.

Contexto do filme referenciado

Fernanda Torres, estrela do comercial, é protagonista do filme "Ainda Estou Aqui", obra que faz referência às violências e repressões durante o período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). A escolha da atriz para a campanha foi mais um elemento que alimentou a leitura política da peça publicitária.

O caso ilustra como marcas e consumo podem se tornar campos de disputa ideológica em um cenário político polarizado, com eventos aparentemente corriqueiros, como uma brincadeira na praia, sendo interpretados através desse prisma.