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Defesa de Bolsonaro protocola novo pedido de prisão domiciliar ao STF
Política

Defesa de Bolsonaro protocola novo pedido de prisão domiciliar ao STF

Advogados alegam risco de agravamento do estado de saúde do ex-presidente, que segue internado em Brasília.

Redação
Redação
31 de dezembro de 2025

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, na tarde desta quarta-feira (31), um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A petição foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, que analisará o requerimento. O pedido é o terceiro do tipo em pouco mais de um mês.

Os advogados argumentam que as condições de saúde de Bolsonaro podem piorar caso ele retorne ao regime fechado após a alta hospitalar. O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal, onde foi submetido a cirurgias para correção de uma hérnia inguinal bilateral e para conter crises persistentes de soluços.

Argumentos da defesa e precedente citado

No documento, a defesa sustenta que "a permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde". O texto cita os princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde.

Como precedente, os advogados mencionam o caso do também ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve prisão domiciliar. "Naquela oportunidade, ficaram comprovadas comorbidades relevantes, entre elas apneia do sono grave com uso obrigatório de CPAP, somadas à idade avançada e à necessidade de tratamento médico contínuo", destacou a defesa.

Condições de saúde e previsão de alta

Na manhã desta quarta-feira, Bolsonaro realizou um exame de endoscopia que identificou sinais iniciais de esofagite e gastrite, conforme boletim médico. A previsão de alta do ex-presidente está mantida para esta quinta-feira (1º), segundo informações divulgadas pela equipe médica responsável.

Após receber alta, Jair Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena desde novembro. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão por coordenar a trama de golpe de Estado.

Histórico de pedidos e posição do STF

Os pedidos anteriores de prisão domiciliar, protocolados em 22 de novembro e 19 de dezembro, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes. Em suas decisões, o magistrado citou o risco de fuga e a garantia de que o ex-presidente já possui acesso total a cuidados médicos na prisão.

No entanto, a nova petição alega que se trata de uma "circunstância nova", devidamente comprovada por documentos médicos atualizados. Em suas redes sociais, o advogado Paulo Cunha Bueno detalhou que o agravamento das condições clínicas poderia levar a complicações como pneumonia, acidente vascular cerebral e traumatismos.

O ministro Alexandre de Moraes não tem prazo para se manifestar sobre o novo requerimento. A decisão será tomada de forma monocrática, cabendo recurso à Primeira Turma do STF.

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