Demitidos ou milionários? ClickUp corta 22% e promete salários de 7 dígitos para quem fica

Demitidos ou milionários? ClickUp corta 22% e promete salários de 7 dígitos para quem fica

CEO anuncia reestruturação radical com foco em IA: quem sobreviver pode ganhar mais de R$ 5 milhões por ano

Redação
Redação

22 de maio de 2026

Imagine receber a notícia de que sua empresa está demitindo 22% dos funcionários. Agora, imagine que, no mesmo comunicado, seu chefe promete que você pode se tornar milionário se ficar. Parece loucura? Pois foi exatamente o que aconteceu na ClickUp, plataforma de produtividade avaliada em US$ 4 bilhões.

O anúncio que chocou o mercado

Zeb Evans, CEO da empresa, usou o X (antigo Twitter) na quinta-feira para soltar a bomba. Em um post direto, ele disse que o corte não era sobre economia de dinheiro. "A maior parte da economia gerada por essa mudança vai fluir diretamente de volta para as pessoas que ficam. Vamos introduzir faixas salariais de milhões de dólares", escreveu Evans.

Para quem produzir um "impacto extraordinário usando IA", a promessa é ainda maior: salários fora dos padrões tradicionais. Ou seja, a ClickUp está apostando tudo em um modelo vencedor-leva-tudo.

Como funciona essa nova máquina?

A reestruturação não é um capricho. A empresa passou os últimos meses adotando IA em ritmo acelerado. Andy Cabasso, gerente de operações de crescimento, revelou ao Business Insider que a empresa tem uma diretriz clara para usar mais agentes de IA — e que ele próprio supervisiona 37 desses agentes.

O novo plano de Evans é ambicioso: alcançar uma produtividade 100 vezes maior. Para isso, a ClickUp precisa se reconstruir do zero em torno da inteligência artificial, em vez de apenas melhorar sistemas antigos.

Os três tipos de funcionários do futuro

No mesmo post, o CEO dividiu a força de trabalho que sobrará em três categorias: "construtores", que criam e inovam; "gerentes de sistemas", que supervisionam a IA; e "linha de frente", o toque humano focado em relacionamento com clientes. As duas primeiras categorias, basicamente, vão automatizar partes do próprio trabalho.

Isso não é um caso isolado. A ClickUp reflete uma tendência brutal no Vale do Silício: centenas de demissões de um lado, salários astronômicos para poucos do outro. A Meta, por exemplo, demitiu mais de 8 mil pessoas enquanto gastava bilhões para roubar talentos de IA da OpenAI. Amazon, Cloudflare e Atlassian também cortaram cargos, sempre com a IA como justificativa.

O que isso significa para você?

Se você trabalha com tecnologia, o recado é claro: ou você se torna um especialista em IA e entrega resultados que justifiquem um salário de milionário, ou pode ser o próximo da lista. O mercado está criando uma elite de superfuncionários — e o resto está sendo deixado para trás.

A pergunta que fica é: até onde essa lógica vai chegar? Por enquanto, a ClickUp mostra que, no jogo da produtividade extrema, não existe meio-termo.

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