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Você já imaginou estar em um avião que, poucos minutos após a decolagem, se choca contra um prédio? Essa foi a realidade de três pessoas que estavam a bordo de uma aeronave de pequeno porte em Belo Horizonte. O que era para ser um voo rotineiro se transformou em uma tragédia que já deixou três mortos.

O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, era uma das vítimas que estavam no avião. No início da noite desta segunda-feira (4), a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) confirmou que ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Com isso, o número de mortos subiu para três.

O momento do impacto: o que realmente aconteceu?

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O acidente ocorreu por volta de 12h25, poucos minutos após a decolagem do Aeroporto da Pampulha. O piloto, Wellington Oliveira, de 34 anos, chegou a informar à torre que enfrentava dificuldades técnicas. Instantes depois, a aeronave atingiu a estrutura de um prédio residencial no bairro Silveira, entre o 3º e o 4º andar.

— O impacto foi na caixa de escada do edifício, que tem quatro andares. Apesar do susto, os apartamentos estavam ocupados, mas nenhum morador ficou ferido — informou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

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As imagens divulgadas pelos bombeiros mostram o tamanho do estrago: parte da estrutura do avião permanece dentro da edificação, e o local segue isolado para investigação.

Quem eram as vítimas fatais?

Além de Leonardo Berganholi, outras duas pessoas morreram no acidente. O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, estava no comando da aeronave. Já Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT), ocupava o banco da frente, ao lado do piloto.

A prefeitura de Jequitinhonha confirmou a morte de Fernando e decretou luto oficial de três dias. Ele deixa esposa e dois filhos.

E os sobreviventes? Como estão?

Duas pessoas que estavam a bordo conseguiram ser retiradas com vida do local e encaminhadas ao hospital. Segundo o boletim médico mais recente, elas seguem internadas, mas estão em estado estável. A identidade delas não foi divulgada.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal seguem trabalhando no local. Apesar do impacto, a Defesa Civil afirmou que não houve danos estruturais na edificação, o que evitou uma tragédia ainda maior.

O que esperar daqui para frente?

As investigações sobre as causas da queda estão em andamento. O que se sabe até agora é que o piloto reportou dificuldades técnicas antes do acidente. Enquanto isso, as famílias das vítimas lidam com a dor da perda e a cidade de Belo Horizonte se pergunta: o que poderia ter sido feito para evitar essa tragédia?

O caso serve como um alerta para a segurança aérea e para a importância de manter a manutenção rigorosa de aeronaves. A vida, como vimos, pode mudar em questão de segundos.