EUA capturam presidente da Venezuela Nicolás Maduro em operação militar
Ação coordenada incluiu bombardeios em Caracas e outros estados; Maduro será julgado nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (3) a captura e retirada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, do país. A operação, que Trump classificou como "extraordinária", foi acompanhada por uma série de explosões e bombardeios em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Em discurso transmitido pelo canal oficial da Casa Branca no YouTube, Trump afirmou que Washington está preparado para exercer influência na administração venezuelana durante uma "transição adequada". Ele voltou a chamar o governo de Maduro de "ditadura criminosa" e confirmou que o presidente venezuelano será julgado nos Estados Unidos.
Economia de milhões e justificativa
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou a captura durante coletiva de imprensa. Ele afirmou que Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela e lembrou da recompensa de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 271 milhões) oferecida pelo governo americano por informações que levassem à sua prisão. "Bem, acho que economizamos 50 milhões de dólares", declarou Rubio.
O secretário ainda disse que Maduro teria recebido "ofertas muito generosas" para evitar o ataque, mas que, em vez de aceitar, teria "agido como louco". A recompensa de US$ 50 milhões havia sido anunciada em agosto de 2025.
Contexto de meses de tensão
O ataque ocorre após meses de escalada nas tensões entre Washington e Caracas. Em agosto de 2025, os EUA mobilizaram um forte aparato militar no Caribe, próximo à costa venezuelana, e efetuaram cerca de 20 ataques militares a embarcações suspeitas, deixando ao menos 83 mortos.
A justificativa oficial da Casa Branca para a mobilização e os ataques coordenados é conduzir uma operação contra o narcotráfico internacional. Além dos ataques, Trump também autorizou operações secretas da CIA na Venezuela.
Estratégia de pressão econômica
A ofensiva americana também atingiu a principal fonte econômica venezuelana. Em dezembro, os EUA passaram a interceptar navios petroleiros na costa do país, apreendendo três embarcações em menos de um mês. Em novembro, Trump já havia feito declarações sobre o possível fechamento total do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela.
A situação marca um ponto crítico em uma crise que se arrasta há meses, com os Estados Unidos aplicando pressão militar, econômica e de inteligência sobre o governo de Nicolás Maduro.
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