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Exército de Uganda confirma prisão de padre investigado por atividades subversivas

Exército de Uganda confirma prisão de padre investigado por atividades subversivas

Religioso estava desaparecido desde início de dezembro após ser levado por homens em uniforme militar, segundo diocese.

Redação
Redação
16 de dezembro de 2025

As Forças de Defesa do Povo de Uganda (UPDF) confirmaram que o padre católico Deusdedit Ssekabira está sob custódia militar. O religioso, que estava desaparecido desde o início de dezembro, é investigado por suposto envolvimento em "atividades subversivas violentas contra o Estado", conforme nota oficial do Exército divulgada no domingo (14).

A Diocese de Masaka havia denunciado no sábado (13) que o padre, de 45 anos, foi sequestrado por homens em uniforme militar por volta das 13h (horário local) na cidade de Masaka. O bispo Severus Jjumba afirmou que Ssekabira, vigário da Paróquia de Bumangi e diretor de uma escola primária, foi abordado e levado em um veículo das Forças Armadas.

Contraste entre versões e busca por esclarecimentos

A confirmação da prisão pelo Exército contrasta com a posição inicial da Polícia de Uganda, que afirmou não saber do paradeiro do religioso e disse apenas que apurava relatos sobre seu desaparecimento. Em comunicado, o bispo Jjumba classificou o episódio como grave e informou que a diocese mobilizou advogados para buscar esclarecimentos e garantir a libertação do padre.

A UPDF afirmou que a detenção foi legal e que Ssekabira será apresentado à Justiça para responder às acusações. No entanto, os militares não informaram onde ele está custodiado nem deram detalhes sobre as investigações em curso.

Reação da Igreja e apelo aos fiéis

Diante da falta de informações iniciais, a Diocese de Masaka convocou os fiéis para momentos especiais de oração pela libertação do padre. A Igreja Católica no país demonstrou preocupação com o caso, que ocorre em um contexto de tensões políticas e sociais em Uganda.

O padre Deusdedit Ssekabira é uma figura conhecida na região, exercendo funções pastorais e educacionais. Seu desaparecimento e posterior confirmação de prisão por acusações de subversão geraram comoção entre a comunidade local.

Próximos passos e contexto legal

O Exército ugandense garantiu que o processo seguirá os trâmites legais. A expectativa é que o padre seja formalmente acusado e tenha acesso à defesa nos próximos dias. Casos envolvendo acusações de atividades contra o Estado costumam ser tratados com rigor pelo sistema judiciário do país.

Organizações de direitos humanos devem acompanhar o desenrolar do caso, que coloca em evidência a relação entre instituições religiosas e forças de segurança em Uganda. A diocese aguarda autorização para que advogados tenham acesso ao religioso detido.

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