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Filha de Olavo de Carvalho é encontrada morta em Atibaia aos 56 anos
Política

Filha de Olavo de Carvalho é encontrada morta em Atibaia aos 56 anos

Heloísa de Carvalho Martin Arribas foi localizada por um amigo em seu quarto; causa da morte não foi divulgada.

Redação
Redação

8 de janeiro de 2026 ·
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Heloísa de Carvalho Martin Arribas, filha do escritor e ideólogo conservador Olavo de Carvalho, foi encontrada morta na noite de quarta-feira (7) em sua residência em Atibaia, no interior de São Paulo. Ela tinha 56 anos. O corpo foi localizado por um amigo no quarto da casa onde ela vivia.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou, por meio de nota, que o caso foi registrado na Delegacia de Atibaia e que detalhes sobre a causa da morte não serão divulgados devido à natureza do ocorrido. Heloísa havia dado entrada em um hospital no dia anterior com suspeita de intoxicação por medicamentos, mas recebeu alta após o atendimento.

Trajetória política e ruptura familiar

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Primogênita de Olavo de Carvalho, falecido em janeiro de 2022, Heloísa ganhou projeção nacional após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, quando passou a criticar publicamente o pai, considerado uma das principais influências intelectuais do bolsonarismo. A relação entre os dois era rompida há anos, com disputas judiciais e públicas que foram encerradas por um acordo em 2017.

Nos últimos anos, Heloísa militou na esquerda, filiou-se ao PT em 2021 e era uma crítica declarada do bolsonarismo. Em 2022, após a morte do pai, disse com ironia em resposta a uma seguidora que doaria sua herança à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência.

Últimas manifestações públicas

Em suas redes sociais, Heloísa comentava frequentemente temas políticos. No último dia 4 de janeiro, ela postou em sua conta no X: “Eu estou viva e completa para ver todos os bolsolavettes indo um a um pra cadeia.”

O falecimento foi comunicado nas redes sociais por seu irmão, Davi de Carvalho, que pediu orações e afirmou que não fará manifestações públicas sobre o assunto, apesar das desavenças familiares públicas.

Heloísa era moradora de Atibaia há mais de três décadas. As investigações sobre as circunstâncias de sua morte seguem sob sigilo pela polícia civil paulista.

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