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A Geração Z está redefinindo os hábitos do Carnaval, substituindo o consumo excessivo de álcool por uma abordagem mais estratégica e focada no bem-estar. Levantamentos da agência HAPU, especializada em comportamento jovem, mostram um crescimento consistente na redução e abstenção de bebidas alcoólicas entre esse público durante a festa. A mudança reflete uma valorização maior da presença, do autocontrole e da continuidade da experiência, que não termina no bloco.

Para Queren Hapuque, diretora de Novos Negócios da HAPU, a transformação é profunda. “A Geração Z valoriza experiências que preservem bem-estar, presença e controle, inclusive no Carnaval. O álcool deixa de ser o centro da curtição e passa a ser um elemento opcional. O foco está em viver a experiência sem comprometer a rotina, a saúde e a imagem, que hoje é permanentemente mediada pelo online”, afirmou a especialista.

Folia planejada e sem ressaca

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O novo comportamento desloca o centro simbólico da festa. Em vez do “beber até acabar”, a lógica agora é “curtir para durar”. Os jovens planejam horários, alternam blocos, intercalam pausas e priorizam hidratação, alimentação e descanso. A ressaca, antes vista como símbolo de entrega total à folia, passa a ser encarada como um custo indesejado que impacta a performance no trabalho, nos treinos e na vida social.

Essa reorganização do prazer e da performance abre espaço para novas categorias de produtos e serviços. Bebidas não alcoólicas, snacks funcionais, protetor solar, soluções de mobilidade, suplementos e experiências de recuperação ganham protagonismo narrativo no contexto do Carnaval.

Oportunidade para marcas e comunicação

Para anunciantes e veículos, a mudança exige uma revisão dos códigos criativos. A associação automática entre Carnaval e excesso perde relevância. “O jovem organiza a festa como uma experiência contínua, não como um episódio isolado de excesso. Isso muda a forma como produtos, serviços e mensagens precisam se inserir no contexto do Carnaval”, completou Queren Hapuque.

Segundo a análise da HAPU, marcas que entenderem essa lógica de experiência sustentável, compartilhável e funcional tendem a construir conexões mais consistentes com a Geração Z. A relevância, portanto, passa menos pelo volume e mais pela utilidade simbólica oferecida ao folião, que busca viver a intensidade da festa sem comprometer sua capacidade de continuar no dia seguinte.