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Uma americana que vive em Milão desde 2019 compartilhou um guia detalhado para explorar a cidade como um local, revelando bairros alternativos, restaurantes diversificados e museus históricos pouco conhecidos. Sua experiência, iniciada com uma mudança inesperada em 2017, transformou sua percepção inicial sobre a metrópole italiana, destacando sua arquitetura, diversidade e beleza além das fachadas modernas.

A moradora, que se transferiu dos Estados Unidos para a Itália há sete anos, enfatiza que a chave para uma experiência autêntica está em evitar a concentração turística ao redor do Duomo. Ela recomenda bairros como Porta Romana, conhecido por bares e restaurantes descolados e pela Fondazione Prada, e Porta Venezia, ideal para apreciar arquitetura Art Nouveau, museus e jardins.

Logística e Mobilidade Urbana

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A extensa rede de metrô e bondes de Milão permite que visitantes hospedados nesses bairros residenciais alcancem os principais pontos turísticos em questão de minutos. Este sistema de transporte eficiente é um pilar para explorar a cidade conforme as sugestões da residente.

Cena Gastronômica: Do Tradicional ao Global

A diversidade da oferta gastronômica milanesa é um dos seus maiores atrativos. A cozinha tradicional local é focada em carne e laticínios, com pratos emblemáticos como risotto, mondeghili (almôndegas) e costoletta alla Milanese (filé de vitela). A autora do guia considera imperdível experimentar um risotto cremoso, especialmente no inverno.

Contudo, ela incentiva os visitantes a seguirem o exemplo dos locais e explorarem a cena multicultural. Entre suas recomendações pessoais estão o Gastronomia Yamamoto (culinária caseira japonesa perto do Duomo), o Cittamani (restaurante indiano contemporâneo no bairro Brera) e a Chinatown da cidade para street food. Para restaurantes com serviço de mesa, a reserva antecipada é sempre recomendada.

Tesouros Arquitetônicos e Artísticos Escondidos

Por trás da imagem de cidade moderna com arranha-céus, Milão esconde uma rede de Case Museo di Milano – casas históricas convertidas em museus. A favorita da moradora é a Villa Necchi Campiglio, antiga mansão das herdeiras do império de máquinas de costura Nedda e Gigina Necchi, onde se pode explorar jardins, salões ornamentados e uma escadaria elegante.

Outra recomendação é a Casa Museo Boschi di Stefano, um museu gratuito que abriga uma coleção de arte do século XX pertencente à prefeitura, repleto de móveis inventivos, candelabros de vidro de Murano e, por vezes, exposições de arte contemporânea.

Além da "Última Ceia" de Da Vinci

Embora a obra-prima "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci mereça uma visita (que requer reserva antecipada), os locais conhecem outros acessos à obra do gênio. Na Pinacoteca Ambrosiana, os visitantes podem explorar o "Códice Atlântico" – a maior coleção de desenhos e textos originais de Da Vinci – em formato digital, com uma seleção de páginas originais em exibição. O museu também abriga a pintura "Retrato de um Músico", do mesmo artista.

O guia consolidado pela experiente residente serve como um roteiro alternativo para turistas que desejam fugir dos circuitos óbvios e capturar a essência multifacetada de uma das capitais mais dinâmicas da Itália, combinando história, arte, gastronomia e vida urbana autêntica.