A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agredir e causar a morte do cachorro Orelha, no início de janeiro, em Florianópolis. O pedido tem como objetivo impedir uma eventual tentativa de fuga do país pelo jovem, que já viajou para os Estados Unidos no fim de janeiro.
O cão foi encontrado ferido na Praia Brava, área turística da capital catarinense, e morreu em 5 de janeiro após ser levado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica confirmaram que o animal sofreu uma pancada forte na cabeça, possivelmente causada por um chute ou objeto rígido.
Defesa contesta cronologia do crime
A defesa do adolescente, que busca sua inocência, baseia-se em um vídeo de segurança que mostra um cachorro de pele escura andando em uma calçada na Praia Brava na manhã do dia 4 de janeiro. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, a PCSC confirma que o animal no vídeo é Orelha, mas ressalta que isso não invalida a agressão.
“Em nenhum momento, a PCSC confirmou a versão criada de que esse animal teria sido agredido até a morte. Desde o início das investigações (...) se confirmou a versão de que essa lesão evoluiu ao longo de dias e não de algo imediato. Ele havia sido agredido há cerca de dois dias e veio a óbito durante o atendimento”, afirmou a delegada.
Investigação pede internação e gera protestos
Além do pedido de apreensão do passaporte, a investigação solicitou à Justiça que o adolescente seja internado. Em nota ao iG, a PCSC afirmou que tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos prossiga com as demais provas já obtidas.
O caso ganhou repercussão nacional, gerando protestos em várias capitais do Brasil nas últimas semanas, com manifestantes pedindo justiça pela morte do animal. A família do jovem afirmou que a viagem internacional já era “pré-programada”.