Incêndios florestais no centro-sul do Chile deixaram ao menos 19 pessoas mortas e forçaram o governo a ordenar evacuações em massa nesta segunda-feira (19). O fogo, impulsionado por calor extremo e ventos fortes, segue ativo em quase duas dezenas de focos, segundo autoridades locais.
A maioria das vítimas foi registrada na cidade costeira de Penco, ao norte de Concepción. As autoridades informaram que 325 casas foram destruídas e outras 1.100 seguem em avaliação após a passagem das chamas.
Focos principais e estado de calamidade
A agência florestal chilena CONAF informou que equipes de combate enfrentam 26 incêndios em todo o país. Os maiores estão concentrados nas regiões de Ñuble e Biobío, onde o presidente Gabriel Boric decretou estado de calamidade pública.
Até o momento, mais de 20.000 hectares foram devastados, uma área aproximada à da cidade de Seattle, nos Estados Unidos. O maior incêndio, nos arredores de Concepción, já ultrapassou 14.000 hectares e ameaça a prisão de Manzano e a cidade de Tomé.
Condições climáticas e alertas
Alertas de calor extremo cobrem áreas do centro e do sul do Chile, com previsão de temperaturas de até 37 °C ao longo do dia. O ministro da Segurança, Luis Cordero, afirmou que a principal preocupação das autoridades é o surgimento de novos focos. “A previsão que temos hoje é de altas temperaturas”, disse o ministro em coletiva de imprensa.
Apesar de condições noturnas mais favoráveis terem ajudado a conter parte dos incêndios, os maiores permaneciam fora de controle na manhã desta segunda-feira.
Impacto local e reação dos moradores
Em Penco, moradores passaram a manhã vasculhando escombros enquanto bombeiros combatiam chamas nas proximidades. Em relatos nas redes sociais, uma moradora descreveu a angústia da evacuação: “Tive que tomar a decisão de sair do meu apartamento em Penco e evacuar com meus filhos e animais de estimação, apenas esperando que Deus protegesse meu prédio”.
O Chile e a Argentina iniciaram o ano sob ondas de calor prolongadas. No começo de janeiro, incêndios na Patagônia argentina queimaram cerca de 15.000 hectares.