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O filho do síndico investigado pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi colocado em liberdade após decisão judicial em Goiás. A Polícia Civil do estado confirmou ao iG que os elementos da investigação indicam que o crime foi cometido exclusivamente pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, que segue preso e é apontado como autor confesso.

Maicon Douglas de Oliveira, filho do principal suspeito, havia sido detido temporariamente por suspeita de participação no homicídio e na ocultação de provas. Sua prisão foi revogada na quinta-feira (19), após parecer favorável da Justiça, e ele foi liberado no mesmo dia.

Investigação aponta ação solitária do síndico

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De acordo com a Polícia Civil, a apuração, que teve início após o desaparecimento de Daiane em dezembro de 2025, concluiu que o síndico agiu sozinho. Cléber Rosa de Oliveira foi preso definitivamente em 28 de janeiro, mesma data em que o corpo da vítima foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas.

Durante as diligências, o síndico apresentou versões consideradas contraditórias, o que levou à sua prisão temporária inicial. A perícia concluiu que a corretora foi morta com dois tiros na cabeça fora do prédio onde residia.

Conflito no condomínio antecedeu o crime

Documentos obtidos pelo iG revelam que Daiane Alves Souza mantinha conflitos anteriores com a administração do condomínio. O fornecimento de energia de seu apartamento foi cortado em junho de 2025, mesmo sem a existência de débitos registrados, fato que gerou desentendimentos.

Um dos elementos-chave do caso foi o celular da vítima, encontrado pela polícia na tubulação de esgoto do prédio. O aparelho continha imagens do momento do ataque, que mostram o síndico agredindo Daiane. O registro foi divulgado pela corporação em suas redes sociais.

Próximos passos do processo

O inquérito policial permanece em andamento para a conclusão dos procedimentos legais. Após finalizado, o relatório será encaminhado ao Ministério Público de Goiás, que decidirá sobre a denúncia contra Cléber Rosa de Oliveira.

Com a exclusão do filho do síndico da linha de investigação como partícipe do crime, a polícia segue concentrando seus esforços na consolidação das provas contra o único indiciado.