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Lei no Rio proíbe exigência de entregadores subirem até apartamentos em condomínios
Política

Lei no Rio proíbe exigência de entregadores subirem até apartamentos em condomínios

Norma sancionada por Eduardo Paes obriga retirada de pedidos de pequeno porte na portaria para garantir segurança e agilidade.

Redação
Redação

7 de janeiro de 2026 ·
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou nesta quarta-feira (7) uma lei que proíbe moradores de condomínios de exigirem que entregadores de aplicativos subam até a porta dos apartamentos. A medida determina que pedidos de pequeno porte sejam retirados na portaria ou em local previamente definido entre o cliente e o condomínio, e tem como objetivo garantir mais segurança e organização no serviço de entregas.

A legislação também obriga as plataformas de entrega a informarem, no momento da compra, que os entregadores não são obrigados a subir até os apartamentos. Segundo a prefeitura, a norma já está em vigor e ainda será regulamentada para definir critérios de fiscalização e possíveis penalidades em caso de descumprimento.

Entregadores veem lei como avanço para rotina desgastante

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Para entender o impacto da nova regra, o iG conversou com entregadores no Centro do Rio. Jefferson Dias, de 34 anos, entregador de bicicleta, afirma que a rotina é pesada e que qualquer mudança que traga mais agilidade ajuda. “Tem entregador que trabalha até 12 horas por dia, de domingo a domingo. A gente é muito explorado e recebe pouco”, disse. Morador da Curicica, em Jacarepaguá, ele leva cerca de uma hora para chegar ao Centro.

Leonardo Godoi Carvalho, de 27 anos, trabalha há dois anos como entregador e avalia a nova lei como positiva. “Entregar na portaria evita confusão e é mais rápido. Assim a gente consegue até lucrar mais”, afirmou. Segundo ele, para atingir um rendimento próximo ao salário mínimo, é preciso trabalhar todos os dias, em jornadas de cerca de 12 horas, inclusive em dias de chuva.

Objetivo é reduzir conflitos e riscos

A intenção da lei, conforme a prefeitura, é reduzir conflitos entre moradores, porteiros e trabalhadores dos aplicativos, além de diminuir riscos à integridade física dos profissionais. A expectativa entre os entregadores é que a lei represente um avanço, ainda que pequeno, diante de uma rotina marcada por longas jornadas, deslocamentos extensos e poucos direitos trabalhistas.

A regulamentação da norma, que definirá os detalhes da fiscalização, é o próximo passo aguardado para a plena implementação da medida na cidade.

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