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A Meta apresentou nesta quarta-feira (9) o Muse Spark, seu novo modelo de inteligência artificial descrito como o "primeiro passo" em uma "reestruturação completa" dos esforços da empresa no setor. O lançamento marca a estreia da Meta Superintelligence Labs, unidade criada em 2025 após o CEO Mark Zuckerberg demonstrar insatisfação com o desempenho dos modelos Llama em comparação com concorrentes como o ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic.

Para liderar a nova divisão, a Meta recrutou Alexandr Wang, cofundador e ex-CEO da Scale AI, e investiu US$ 14,3 bilhões na empresa de rotulagem de dados por uma participação de 49%. O Muse Spark já está disponível na web e no aplicativo Meta AI, com a promessa de evoluir continuamente.

Modo "Contemplação" e foco em saúde

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Um dos principais recursos anunciados é o futuro "Modo Contemplação", projetado para que o modelo enfrente problemas mais complexos. A Meta explica que a ferramenta utilizará múltiplos agentes de IA trabalhando em paralelo no mesmo problema para gerar resultados mais rápidos. "Para gastar mais tempo raciocinando sem aumentar drasticamente a latência, podemos escalar o número de agentes paralelos que colaboram para resolver problemas difíceis", afirmou a empresa em comunicado.

A companhia também seguiu uma tendência do setor ao anunciar que o Muse Spark poderá ser aplicado para auxiliar usuários com questões de saúde. Essa funcionalidade, assim como o próprio acesso ao modelo – que exige login com uma conta do Facebook ou Instagram –, pode levantar questões sobre privacidade de dados. A Meta não especifica se usará informações pessoais das redes sociais para treinar a IA, mas historicamente treina seus modelos com dados públicos de usuários.

Investimento massivo e recrutamento de talentos

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Além do investimento bilionário na Scale AI e da contratação de Wang, a Meta tem recrutado pesquisadores de empresas rivais como OpenAI, Anthropic e Google. A movimentação sinaliza uma corrida contra o tempo para a empresa se firmar como concorrente de peso no mercado de IA generativa.

Em publicação no Threads, Mark Zuckerberg detalhou a ambição por trás do novo modelo. "Olhando para frente, planejamos lançar modelos cada vez mais avançados que empurrem a fronteira da inteligência e das capacidades, incluindo novos modelos de código aberto", escreveu o CEO. "Estamos construindo produtos que não apenas respondem às suas perguntas, mas atuam como agentes que fazem coisas por você."

Desempenho e estratégia comercial indefinida

A Meta destacou que o Muse Spark tem um desempenho especialmente bom com questões visuais de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), o que pode levar a "experiências interativas como criar minijogos divertidos ou solucionar problemas dos eletrodomésticos da sua casa".

A estratégia comercial para versões mais capazes do modelo, no entanto, permanece indefinida. Enquanto concorrentes costumam colocar seus modelos mais avançados atrás de paywalls, a Meta ainda não anunciou se adotará prática semelhante com o Muse Spark.