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A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos. A confirmação veio horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado o fato, atribuindo a morte a "bombardeios pesados e precisos" realizados por Estados Unidos e Israel.

A televisão estatal iraniana e a agência de notícias IRNA divulgaram a informação sem apresentar detalhes sobre a causa exata da morte. O episódio gera incertezas sobre o futuro da República Islâmica e amplia o risco de instabilidade em toda a região do Oriente Médio.

Trump classifica morte como "justiça" e promete continuar ataques

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Em publicação em sua conta na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto". Ele justificou a ofensiva militar como necessária para destruir as supostas capacidades nucleares iranianas.

"Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue", escreveu o presidente dos EUA.

Trump garantiu que os bombardeios "continuarão de forma ininterrupta durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário" para alcançar o objetivo de "paz em todo o Oriente Médio". Ele também afirmou que membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e das forças de segurança não queriam mais lutar.

Quem era Ali Khamenei

Ali Khamenei era a principal autoridade política e religiosa do Irã, atuando como chefe de Estado e comandante-chefe das Forças Armadas. Ele esteve à frente do regime por quase 40 anos, desde a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1989.

Nascido em 1939 na cidade sagrada de Mashhad, Khamenei participou da Revolução Islâmica de 1979. Em 1981, sofreu um atentado que comprometeu permanentemente sua mão direita e, no mesmo ano, foi eleito presidente do país.

Durante seu longo comando, o Irã fortaleceu alianças regionais e passou a apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, dentro de uma estratégia de confrontação com Israel e aliados ocidentais.

Contexto e próximos passos

A morte do líder supremo em meio a uma ofensiva militar direta contra o Irã cria um vácuo de poder sem precedentes na República Islâmica. A estrutura de sucessão, que envolve o Conselho de Especialistas, deve ser acionada, mas o processo ocorre em um cenário de guerra declarada.

Analistas regionais alertam para o risco de uma escalada rápida do conflito, com possíveis retaliações iranianas ou de seus aliados na região. A instabilidade ameaça rotas de comércio global e o frágil equilíbrio de poder no Oriente Médio.