Uma mulher conhecida nas redes sociais como "Barbie do crime" é novamente investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais por suspeita de estelionato. A denúncia partiu de uma analista comercial de 40 anos, residente em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que afirma ter perdido R$ 1,5 mil ao tentar comprar o medicamento mounjaro, usado para emagrecimento.
A vítima, Anna Ludário, conheceu a suspeita há cerca de dois anos por meio de um aplicativo de amizade. A mulher se apresentava como modelo e, após criar um vínculo de amizade, ofereceu-se para conseguir o medicamento em Goiânia, alegando que o pai teria acesso a uma distribuidora.
Golpe aplicado após criação de vínculo
Segundo o relato policial, após uma primeira transferência frustrada, a suspeita reapareceu meses depois confirmando a disponibilidade do produto. Anna Ludário realizou um novo pagamento de R$ 1,5 mil via Pix, mas após o envio do dinheiro, a mulher deixou de responder mensagens e desapareceu. "Ela se aproxima, cria vínculo, se passa por amiga e depois aplica o golpe. É tudo muito calculado", relatou a vítima ao jornal O Tempo.
Desconfiada, a analista foi à polícia e, ao pesquisar o nome da suposta amiga, descobriu que se tratava da mesma mulher condenada em 2015, em Goiás, por criar perfis falsos para vender produtos importados que nunca eram entregues. Naquele caso, mais de 100 pessoas registraram ocorrência.
Histórico criminal e novas vítimas
A suspeita, que ficou conhecida como "Barbie do crime" após a prisão em 2015, teria voltado a agir recentemente. Anna Ludário afirma ter descoberto que outras vítimas também foram enganadas, inclusive em Belo Horizonte, com prejuízos envolvendo supostas permutas e serviços estéticos.
A vítima chegou a procurar a suspeita em um endereço na capital mineira, mas foi informada de que ela teria se mudado para Goiânia antes do Natal. A Polícia Civil informou, em nota ao Portal iG, que a denúncia está sendo investigada pela 4ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem.
Investigações em andamento
Até o momento, não houve prisões relacionadas a este novo caso. A polícia afirmou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das apurações. O caso evidencia a reincidência de um modus operandi que utiliza redes sociais e aplicativos para criar confiança antes de aplicar golpes financeiros.