Mulher é presa suspeita de auxiliar em roubo de obras de arte em biblioteca de SP
Esposa de um dos acusados teria ajudado a esconder gravuras de Matisse e Portinari, que seguem desaparecidas.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente, na última sexta-feira (19), uma mulher de 38 anos suspeita de ter participado do roubo de 13 gravuras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital. A prisão é parte das investigações sobre o furto ocorrido em 7 de dezembro.
Segundo as investigações, a mulher seria esposa de um dos homens que efetivamente invadiram o local e pode ter auxiliado a esconder as obras de arte roubadas. Até o momento, nenhuma das peças foi recuperada.
Detalhes do crime e das prisões
O assalto aconteceu na manhã de 7 de dezembro, quando dois homens armados invadiram a biblioteca durante o horário de visitação. Eles renderam uma vigilante e um casal de visitantes, dirigiram-se à área da cúpula de vidro e colocaram as obras em bolsas antes de fugir.
As obras levadas incluem oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari. Elas integravam a exposição gratuita “Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade”, cujo encerramento estava marcado para o próprio dia do furto.
Outros suspeitos já detidos
Além da mulher, outros dois homens já haviam sido presos anteriormente. O primeiro foi localizado e capturado no dia 8 de dezembro em uma ocupação na Mooca, após ser identificado por imagens de monitoramento.
O segundo, identificado como Luís do Carmo, conhecido como Magrão, foi preso na quinta-feira (18). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele teria auxiliado na fuga dos dois homens que invadiram a biblioteca. Sua participação foi estabelecida com base em registros visuais que o mostravam ao lado de um dos suspeitos após o crime.
Investigacões em andamento
A polícia segue com as investigações para localizar as obras de arte roubadas e apurar a participação exata de todos os envolvidos. As autoridades não descartam novas prisões à medida que o caso avança.
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