Mulher paranaense é resgatada de cárcere privado após ação policial no Rio
Vítima foi mantida em cativeiro, agredida e estuprada por homem que conheceu em praia no mês passado.
Uma mulher paranaense foi resgatada de uma situação de cárcere privado em um apartamento no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, na noite da última terça-feira (3). A operação foi realizada de forma conjunta pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP/RJ).
A vítima, que não teve a identidade revelada, estava mantida em cativeiro por um homem que ela havia conhecido em uma praia da cidade ainda em dezembro. A investigação começou após familiares procurarem o Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) da PCPR, relatando o sequestro.
Denúncia e Resgate
O contato com a família foi possível após a vítima enviar uma mensagem em um momento de descuido do agressor. Com essa informação, o Tigre confirmou a localização e repassou os dados à Delegacia Antissequestro do Rio de Janeiro, que efetuou o resgate.
O delegado da PCPR, Thiago Teixeira, detalhou os crimes sofridos pela mulher. "Ela nos contou que desde sábado era mantida em cárcere privado por este indivíduo que, durante estes dias, a agrediu, a estuprou e utilizou a residência como um ponto para realizar o tráfico de drogas", explicou.
Motivação e Prisão
Segundo o delegado, a perseguição começou após a vítima não corresponder aos interesses amorosos do homem. "Quando ele quis começar a se relacionar com ela e ela não quis, começaram os problemas. Ele realizou ameaças e perseguições contra ela, até chegar ao apartamento", afirmou Thiago Teixeira.
O suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado, agressão, estupro e tráfico de drogas. Ele também tentou subornar os policiais para não ser detido, o que configura tentativa de corrupção.
Investigacões em Andamento e Situação da Vítima
Um ponto que ainda está sob investigação é como o agressor conseguiu acesso ao apartamento onde manteve a vítima, já que ela não relatou esse detalhe às autoridades.
Após o resgate, a mulher está recebendo atendimento psicológico e médico necessário. A operação bem-sucedida evitou que a situação de violência se prolongasse.
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