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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (7) que o país está "esmagando" o regime do Irã com uma ofensiva militar cada vez mais forte. A declaração foi feita em vídeo e divulgada pelo veículo The Times of Israel.

As declarações ocorrem no mesmo dia em que vence o prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo. O ultimato termina às 20h no horário da costa leste dos EUA.

Alvos militares atingidos

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Segundo Netanyahu, as forças israelenses ampliaram os alvos nos últimos dias. Ele afirmou que, na segunda-feira (6), Israel destruiu aeronaves de transporte e dezenas de helicópteros. Já nesta terça, os ataques teriam atingido ferrovias e pontes usadas pela Guarda Revolucionária Iraniana.

De acordo com o premiê, essas estruturas eram utilizadas para transportar armas, matérias-primas e agentes envolvidos em operações contra Israel, os Estados Unidos e outros países da região. "Não miramos a população civil, mas sim o regime de terror que governa o país há mais de quatro décadas", disse Netanyahu.

Cenário de tensão crescente

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O confronto entre Israel, apoiado pelos EUA, e o Irã teve início no fim de fevereiro, após ataques coordenados contra alvos militares e nucleares iranianos. Desde então, houve troca de bombardeios, ampliação das frentes de combate e impacto direto no mercado global de energia.

Nas últimas horas, novos ataques foram registrados em diferentes pontos do Oriente Médio, enquanto tentativas de negociação seguem sem avanço concreto. A tensão foi elevada após Trump ameaçar que "uma civilização inteira poderia morrer" caso não haja acordo até a noite desta terça.

Estreito de Ormuz no centro da disputa

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, segue no centro da disputa. A rota enfrenta restrições à navegação, e há pressão internacional pela sua reabertura total.

Sem um acordo diplomático até o momento, o cenário aponta para novas ofensivas e risco de uma escalada ainda maior nas próximas horas, com consequências imprevisíveis para a estabilidade regional e a economia mundial.