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**Imagine poder comprar ações da OpenAI, da Stripe ou da Databricks antes mesmo de elas abrirem capital na Bolsa.** Parecia um sonho distante para qualquer investidor comum, certo? Pois a Robinhood, a fintech que revolucionou o mercado com taxas zero, acabou de tornar isso realidade – e os números já são impressionantes.

Em uma entrevista bombástica no evento “Future of Everything”, do The Wall Street Journal, o CEO Vlad Tenev soltou a bomba: **mais de 150 mil investidores de varejo já participaram do IPO do novo fundo de venture capital da empresa.** O Robinhood Ventures Fund I, listado na NYSE, está permitindo que qualquer pessoa tenha acesso a empresas privadas que valem centenas de bilhões de dólares.

O fim da era dos “unicórnios”

Se você ainda acha que uma startup de US$ 1 bilhão é algo raro, prepare-se para uma atualização. “O termo ‘unicórnio’ ficou obsoleto”, disparou Tenev. Com empresas como OpenAI e Anthropic levantando capital em valuations que variam de **US$ 850 bilhões a US$ 900 bilhões**, o mercado precisava de uma nova categoria.

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A solução da Robinhood foi simples e direta: chamá-las de **“frontier companies”** (empresas de fronteira). “Há empresas privadas captando recursos em valuations na casa das centenas de bilhões. Você vai ver, talvez, múltiplas companhias privadas atingindo **trilhões de dólares** antes mesmo de abrirem capital”, alertou o CEO.

Como funciona o fundo que está mudando as regras do jogo

Diferente de um fundo de venture capital tradicional, que exige que você seja um investidor credenciado e aceite travar seu dinheiro por anos, o novo fundo da Robinhood oferece algo revolucionário: **liquidez diária e sem exigência de credenciamento.** “Sem carry. Apenas uma taxa de administração competitiva”, explicou Tenev.

Para quem não é do mundo dos fundos, a diferença é brutal: no venture capital tradicional, o gestor fica com **20% dos seus lucros** (o famoso carry). Aqui, esse custo simplesmente não existe. **O fundo já inclui pesos-pesados como OpenAI, Mercor, Ramp, Airwallex, Boom e outras gigantes que ainda não abriram capital.**

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O próximo passo: democratizar até o seed round

Mas Tenev não quer parar por aí. A visão dele é ainda mais ambiciosa. “A aspiração é: se você é uma empresa captando uma rodada seed ou Série A – capital inicial –, o varejo deveria ser uma grande parte dessa rodada”, afirmou. **A ideia é deixar os pequenos investidores entrarem “no térreo”, exatamente como já acontece no mercado público.**

Para ele, isso faz parte da missão original da Robinhood: democratizar o acesso aos mercados. Primeiro, foram as corretagens zero. Agora, é a vez de abrir as portas do venture capital para todos. E com **150 mil pessoas já dentro do barco**, fica claro que o mercado está sedento por essa oportunidade.

O que antes era privilégio de bilionários e fundos de pensão agora está ao alcance de qualquer pessoa com um smartphone. E, se depender de Tenev, **isso é apenas o começo.**