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O governo do Irã informou nesta quarta-feira (6) que recebeu uma nova proposta dos Estados Unidos para tentar interromper os confrontos no Golfo. A resposta iraniana deve ser encaminhada ao lado americano através do Paquistão, que passou a concentrar as conversas entre os dois países após o agravamento do conflito.

O que está em jogo no Estreito de Ormuz?

As negociações avançam em meio à instabilidade no Estreito de Ormuz, região que voltou a registrar ataques, operações militares e restrições à circulação de navios nos últimos dias. Pela manhã, o presidente Donald Trump disse que há chance de encerramento da guerra caso Teerã aceite os termos debatidos nas tratativas atuais.

O documento de 14 pontos que pode mudar tudo

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Segundo informações obtidas pela Reuters, representantes de Washington e Teerã discutem um memorando curto, com cerca de uma página e 14 pontos centrais, para abrir caminho a uma trégua mais ampla. A proposta serviria como uma etapa inicial. Assuntos mais delicados, como o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções econômicas e a situação do Estreito de Ormuz, ficariam para negociações posteriores.

Apesar do avanço nas conversas, os temas mais difíceis seguem sem solução. De acordo com a apuração da Reuters, o texto discutido neste momento não trata diretamente de exigências antigas feitas pelos americanos, como restrições ao programa de mísseis iraniano e o encerramento do apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio.

O ponto que preocupa Washington

Outro ponto ainda indefinido envolve o estoque iraniano de urânio enriquecido, tema considerado estratégico por Washington nas negociações. Em visita à China, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país busca um entendimento “justo e abrangente”.

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Resistência interna no Irã

Dentro do próprio parlamento iraniano, porém, parte dos aliados do governo demonstrou resistência à proposta em discussão. O deputado Ebrahim Rezaei afirmou nas redes sociais que o texto divulgado até agora parece “mais uma lista de desejos dos Estados Unidos”.

Mesmo com o avanço das negociações, ainda não há confirmação oficial de cessar-fogo definitivo entre os dois países.