Você já parou para pensar como um aplicativo que só serve para criar festas pode se tornar um negócio milionário? O Partiful, queridinho da Geração Z para planejar qualquer encontro, acabou de dar um passo ousado: decidiu lucrar com aquilo que faz de melhor – organizar eventos.
Durante a New York Tech Week, a empresa não só participou do evento: ela mesma organizou sua própria festa. E, claro, com um propósito bem claro por trás da pista de dança.
O gancho que ninguém esperava
“Você deve estar se perguntando: ‘Por que o Partiful está dando uma festa?’”, provocou Shreya Murthy, CEO da startup, para uma sala lotada de participantes da Tech Week. A resposta, no entanto, é mais estratégica do que parece.
O verdadeiro motivo? Monetização. O Partiful acaba de lançar seu sistema de ingressos pagos para eventos. Em vez de depender apenas de convites gratuitos, a plataforma agora cobra taxas de serviço sobre cada bilhete vendido. Os anfitriões ficam com a maior parte do valor, enquanto o Partiful embolsa uma comissão que varia conforme o evento – em um exemplo divulgado no site, a taxa é de US$ 7 para um ingresso de US$ 50, algo em torno de 14%.
De olho no dinheiro que circula nas festas
Antes da festa, Murthy participou de um bate-papo com Olivia Moore, parceira do fundo Andreessen Horowitz (a16z), um dos investidores do Partiful. A startup já levantou mais de US$ 27 milhões desde seu lançamento em 2020. E a conexão com a a16z vai além: o fundo agora exige que todos os eventos da NYTW usem o Partiful para inscrições.
“O que as pessoas realmente querem na Tech Week é conhecer pessoas”, explicou Ella Edwards, do time de comunidade da startup. E foi exatamente isso que a empresa entregou: uma experiência que misturava o clima descontraído de uma festa em casa com a vibe profissional do setor.
Uma festa que parecia mais um rolê entre amigos
A festa aconteceu em uma sala de audições no centro de Manhattan, com open bar. Em uma mesa de centro, cigarros finos estavam à disposição. O merchandise do Partiful estava espalhado pelo local. Teve até competição para adivinhar quantos confeitos Smarties cabiam em um bong (o vencedor levou o bong para casa).
Enquanto isso, em uma parede, o primeiro jogo das finais da NBA entre Knicks e Spurs era projetado. Funcionários do Partiful circulavam com câmeras analógicas, registrando cada momento. A conclusão de uma participante, a fundadora Helen Wu, foi certeira: “Aprendi a abordar a Tech Week estando presente nos eventos, sem me perder na cultura do networking ou do ‘tech bro’.”
Para ela, a festa do Partiful foi o lugar ideal para conversar de forma casual com outros fundadores – inclusive com a própria CEO.
O que esperar do futuro das festas pagas
O movimento do Partiful não é isolado. Substack também organizou uma festa caseira após sua conferência anual. A mensagem é clara: as plataformas de conteúdo e comunidade estão percebendo que o valor real está nos encontros presenciais. E, se você quer participar, prepare o bolso – porque a era dos eventos gratuitos pode estar com os dias contados.
A pergunta que fica é: você pagaria para ir a uma festa organizada por um aplicativo? O Partiful aposta que sim. E, pelo visto, a Geração Z está pronta para aceitar.
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