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Enquanto Elon Musk, Sam Altman e Mark Zuckerberg queimam centenas de bilhões de dólares na corrida da inteligência artificial, o novo CEO da Berkshire Hathaway deu um recado que soou como um balde de água fria no palco da reunião anual em Omaha no último sábado.

"Não vamos fazer IA por fazer IA", afirmou Greg Abel, sentado na sala onde Warren Buffett comandou o show por décadas. A frase, dita do alto do palco do CHI Health Center, foi ouvida por este repórter que acompanhava tudo da tribuna de imprensa.

E a declaração carrega um peso imenso: ela sinaliza que a maior holding do mundo não vai se curvar ao frenesi tecnológico que domina Wall Street.

O que realmente muda na prática?

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Abel deixou claro que a tecnologia só será adotada se for "agregadora aos nossos negócios". Traduzindo: nada de gastar bilhões em data centers ou modelos de linguagem só porque todo mundo está fazendo.

A Business Insider conversou com os CEOs de quatro subsidiárias da Berkshire — See's Candies, Dairy Queen, Brooks Running e Jazwares — na sexta-feira anterior ao evento. Todos disseram que estão adotando IA em graus variados, mas com um pé atrás saudável. O consenso? A tecnologia é boa para economizar tempo e tornar funcionários mais eficientes, mas não para reinventar a roda.

O mercado está dividido — e isso é preocupante

Enquanto o "Shark Tank" Kevin O'Leary e o gestor Ross Gerber comparam o momento atual a uma revolução produtiva, dois pesos-pesados das finanças soam o alarme.

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Michael Burry — o homem que previu a crise de 2008 e virou filme — e o veterano Jeremy Grantham estão avisando: a IA é uma bolha de proporções históricas, prestes a estourar com efeitos devastadores.

Para se ter uma ideia do tamanho da aposta: as big techs estão comprometendo centenas de bilhões de dólares em investimentos. Um valor que, se der errado, pode sacudir a economia global.

O que isso significa para você?

Se a maior investidora do mundo está pisando no freio enquanto os outros aceleram, talvez seja hora de olhar com mais cuidado para onde está colocando seu dinheiro. A mensagem de Abel é clara: não se apaixone pelo hype, apaixone-se pelos resultados reais.

No fim das contas, a Berkshire está fazendo o que sempre fez: ignorar o barulho do mercado e apostar no que realmente gera valor. Uma lição que, vindo do sucessor de Buffett, merece atenção redobrada.