O verdadeiro motivo pelo qual ele invadiu a casa da ex e a matou na frente da irmã em SP

O verdadeiro motivo pelo qual ele invadiu a casa da ex e a matou na frente da irmã em SP

Câmera flagrou o suspeito saindo uma hora após o crime; arma falhou na tentativa de suicídio

Redação
Redação

27 de maio de 2026

Você já imaginou ver sua irmã ser assassinada dentro de casa, sem poder fazer nada? Foi exatamente isso que aconteceu na tarde de terça-feira (26) no bairro Tremembé, em São Paulo. Letícia Alves de Oliveira, de apenas 26 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado, Raimundo Nonato Ferreira da Silva, de 52 anos, na frente da própria irmã.

Mas o que leva um homem a invadir a casa da ex-companheira, discutir por uma hora e, no final, atirar nela sem piedade? A Polícia Militar já divulgou o nome do suspeito, que segue foragido. E os detalhes que surgiram desde então são de arrepiar.

O flagrante da câmera de segurança

Uma câmera de segurança à qual a TV Globo teve acesso mostra o momento exato em que Raimundo chega à casa da vítima, por volta das 17h30. Ele sai cerca de uma hora depois. O que aconteceu nesse intervalo de tempo é o cerne da tragédia.

Segundo depoimento da irmã de Letícia à PM, o ex-casal, que teve um relacionamento de quatro anos, começou a discutir assim que ele entrou. A discussão escalou rapidamente. Raimundo sacou uma arma e atirou contra Letícia, que foi atingida na cabeça e nas costas.

A vítima morava com a irmã e a mãe, que não estava em casa no momento do crime. A irmã, que presenciou tudo, contou que, após os disparos, o suspeito tentou se matar. Mas a arma falhou. Frustrado, ele fugiu do local, deixando o corpo da ex-mulher caído no banheiro.

O que aconteceu depois

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas quando chegou, já encontrou Letícia morta. A cena era de total desolação: a irmã, em choque, tentava processar o que tinha acabado de testemunhar.

Até o momento, Raimundo Nonato Ferreira da Silva, de 52 anos, é procurado pela Polícia Militar, mas ainda não há pistas do seu paradeiro. A pergunta que fica é: quantas mulheres mais precisam morrer para que a Justiça seja feita antes que o pior aconteça?

O impacto que vai além da notícia

Casos como esse escancaram uma realidade brutal: o feminicídio muitas vezes é precedido por ameaças e sinais de alerta ignorados. A diferença entre a vida e a morte, aqui, foi o tempo de uma discussão. E a arma que falhou na tentativa de suicídio do agressor pode ter sido a única razão pela qual a irmã de Letícia não perdeu duas vidas naquele dia.

O que podemos fazer para que a próxima vítima não seja alguém que você conhece? A resposta começa com a denúncia. Ligue 180. Não espere o pior acontecer.

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