O verdadeiro motivo que levou Bolsonaro a acionar o STF para reverter condenação definitiva
Ex-presidente tenta anular pena de 27 anos de prisão com pedido de revisão criminal ao STF
Você já imaginou estar com a vida decidida, sem mais chances de recurso, e de repente surgir uma última cartada? Pois é exatamente isso que está acontecendo agora nos bastidores do poder.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a condenação que já virou definitiva. O movimento é uma aposta arriscada, mas com um objetivo claro: anular os 27 anos e três meses de prisão.
O que está por trás dessa manobra jurídica?
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, na Ação Penal (AP) 2668, por uma série de crimes pesados: participação em organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
Desde 25 de novembro de 2025, ele começou a cumprir a pena. Primeiro, na Superintendência Regional da Polícia Federal. Depois, em 15 de janeiro, foi transferido para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a famosa “Papudinha”. E, em 24 de março, ganhou prisão domiciliar humanitária por 90 dias, para tratar uma broncopneumonia.
Mas como funciona essa “revisão criminal”?
A revisão criminal é um instrumento jurídico que pode ser usado a qualquer momento depois que a sentença condenatória já transitou em julgado — ou seja, quando não há mais recursos normais. O objetivo? Anular a condenação, mudar a classificação dos crimes ou reduzir a pena.
Ou seja, a defesa está apostando todas as fichas nessa última tentativa de reverter o quadro. E o STF terá que decidir se aceita ou não analisar o pedido.
Enquanto isso, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, e o país acompanha de perto cada movimento desse tabuleiro político e judicial. O desfecho pode mudar não só o futuro de Bolsonaro, mas também o cenário político nacional.
*Reportagem em atualização
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