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A OpenAI definiu 2026 como o ano para a "adoção prática" da inteligência artificial no cotidiano de pessoas, empresas e países. A prioridade, segundo a diretora financeira (CFO) da empresa, Sarah Friar, é "fechar a lacuna entre o que a IA agora torna possível e como ela está sendo usada dia a dia". A declaração foi feita em um post recente no blog da companhia.

Dados da plataforma de gestão financeira Ramp mostram que os gastos corporativos com os modelos da OpenAI atingiram um recorde em dezembro, superando os de concorrentes como a Anthropic e a Google. "A oportunidade é grande e imediata, especialmente em saúde, ciência e empresas, onde uma inteligência melhor se traduz diretamente em melhores resultados", acrescentou Friar.

Crescimento "nunca visto" em escala

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Em sua comunicação, a CFO divulgou números que ilustram a expansão acelerada da empresa. A capacidade de computação (compute) da OpenAI saltou de 0,2 gigawatts (GW) em 2023 para cerca de 1,9 GW no ano passado. Paralelamente, a receita anualizada cresceu de US$ 2 bilhões para mais de US$ 20 bilhões no mesmo período.

Friar classificou o movimento como um "crescimento nunca antes visto em tal escala". Ela também afirmou que acredita que "mais capacidade de computação nesses períodos teria levado a uma adoção e monetização mais rápidas pelos clientes".

Preocupações financeiras e nova frente de receita

O ritmo de investimentos, no entanto, gera preocupação em parte de analistas e investidores. A OpenAI anunciou compromissos de infraestrutura, como centros de dados, que somam cerca de US$ 1,4 trilhão no último ano, levantando dúvidas sobre a capacidade de gerar lucro no futuro.

Uma potencial nova fonte de receita é a publicidade. Na sexta-feira, a empresa confirmou que começará a testar anúncios. O CEO Sam Altman já havia classificado os anúncios como um "último recurso" no passado, mas a medida era esperada há meses pelo mercado.

Friar abordou as preocupações com as finanças da startup, argumentando que a receita tem crescido em sincronia com a disponibilidade de capacidade computacional.

Críticas persistem

As explicações não foram suficientes para acalmar todos os críticos. Nesta segunda-feira, o blogueiro de tecnologia Paul Kedrosky reagiu ao post de Friar, comentando de forma irônica: "Leitura divertida da CFO da OpenAI se gabando de que estão vendendo dólares por US$ 0,70 com sucesso, em grande volume".

A empresa segue focada em expandir o uso prático de suas ferramentas, enquanto busca equilibrar os enormes investimentos em infraestrutura com a geração de receita para sustentar seu crescimento.