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Operação Fogue Amigo cumpre mandados contra esquema de venda ilegal de armas no Nordeste

Operação Fogue Amigo cumpre mandados contra esquema de venda ilegal de armas no Nordeste

Justiça determina bloqueio de R$ 10 milhões e afasta quatro PMs suspeitos de integrar organização criminosa.

Redação
Redação
29 de janeiro de 2026

A segunda fase da Operação Fogue Amigo, deflagrada nesta terça-feira (27), cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas e munições. O esquema, que supostamente fornecia material bélico para facções criminosas na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, contava com a participação de lojistas e policiais militares.

As diligências ocorreram em endereços residenciais e comerciais nas cidades de Arapirina e Petrolina, em Pernambuco, e em Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro, em Alagoas. A Justiça também determinou o sequestro de bens, o bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados e a suspensão das atividades de duas lojas do setor.

Policiais militares afastados

Como parte das medidas cautelares, a Justiça decretou o afastamento de quatro policiais militares suspeitos de integrar a organização. Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas que podem chegar a 35 anos de prisão.

Primeira fase da operação

A Operação Fogue Amigo teve início em maio de 2024, com o objetivo de desarticular a rede criminosa. Na primeira fase, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Bahia e Pernambuco. A investigação apontava, na época, uma organização formada por policiais militares, CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), empresários e lojistas do setor bélico.

Próximos passos

Com a conclusão das buscas, as autoridades devem analisar o material apreendido para consolidar as provas contra os investigados. O caso segue sob sigilo na Justiça Federal, que avalia os pedidos da força-tarefa formada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.

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