Paes admite estudo para conter abusos em quiosques da praia do Rio
Prefeito afirma que qualquer medida precisa considerar a capacidade de fiscalização da cidade.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta terça-feira (13) que a prefeitura avalia possíveis medidas para conter abusos nos preços cobrados por quiosques nas praias da cidade. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no lançamento da ampliação do Centro Integrado de Comando e Controle (CIVITAS).
Paes ressaltou, no entanto, que qualquer decisão precisa levar em conta a capacidade de fiscalização do município. "Não adianta impor uma regra que amanhã a gente não consegue fiscalizar", afirmou o prefeito, explicando que equipes técnicas já trabalham no tema.
Regulamentação do aluguel de equipamentos é prioridade
Entre as alternativas avaliadas, Paes sinalizou que a regulamentação do aluguel de cadeiras, guarda-sóis e barracas pode ser um primeiro passo. "É uma permissão da prefeitura. Isso me parece meio óbvio", disse o prefeito, ao indicar que esse ponto pode ser o início de uma eventual normatização.
De acordo com Paes, a prefeitura solicitou estudos técnicos para avaliar os caminhos possíveis e mantém diálogo com diferentes setores envolvidos, como barraqueiros, quiosqueiros e a concessionária Orla Rio.
Debate ganhou força após sugestão política
O prefeito revelou que o debate sobre os preços na orla ganhou força após uma sugestão recebida do vereador Flávio Valle (PSD) no último fim de semana e após reportagens recentes que chamaram atenção para valores considerados excessivos.
Uma reunião marcada para esta semana com a Secretaria de Ordem Pública e a Secretaria de Defesa do Consumidor deve trazer elementos técnicos para embasar possíveis decisões. Apesar dos estudos, Paes reforçou que nenhuma medida foi tomada até o momento.
Praia como espaço público fundamental
O prefeito concluiu sua fala destacando a importância do local em questão. "A praia do Rio de Janeiro é o espaço público mais importante dessa cidade", afirmou Paes, encerrando o tema durante a coletiva no CIVITAS.
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